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Projeto RAYUELA apresentado na Madeira como ferramenta de prevenção do cibercrime junto de crianças e jovens

Data de publicação
14 Janeiro 2026
11:14

Está a decorrer no Departamento de Investigação Criminal da Madeira da Polícia Judiciária (PJ) a apresentação do Projeto RAYUELA, um videojogo educativo desenvolvido com o objetivo de prevenir o cibercrime junto de crianças e jovens. A iniciativa insere-se na sessão formativa intitulada “Missão Cibersegura da Polícia Judiciária: videojogo educativo RAYUELA como ferramenta de prevenção do cibercrime para crianças e jovens”, promovida pela Polícia Judiciária em parceria com a Direção Regional de Educação.

Em declarações à comunicação social, o diretor do Departamento de Investigação Criminal da PJ da Madeira, José Matos, explicou que o videojogo surge como resposta a uma preocupação crescente relacionada com a vulnerabilidade das crianças no meio digital. “As crianças passam muitas horas na internet e estão expostas a diversos riscos, como o cyberbullying (...) o aliciamento e a pornografia de menores”, referiu.

O Projeto RAYUELA resulta de um consórcio europeu composto por 17 entidades, patrocinado pela União Europeia, que visou criar um sistema preventivo direcionado especificamente para o público mais jovem. A Polícia Judiciária participou no desenvolvimento do projeto através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime, com sede em Lisboa, contribuindo para a conceção de um jogo interativo e educativo que utiliza a lógica do gaming como meio privilegiado de comunicação com crianças e jovens.

Segundo José Matos, o videojogo tem como principal objetivo alertar para os perigos existentes no ambiente digital, capacitando os utilizadores para reconhecer situações de risco e dotando-os de ferramentas práticas de defesa. “O jogo ensina como agir, a quem recorrer e como denunciar quando se apercebem de uma situação perigosa”, sublinhou.

Concluída a fase de desenvolvimento, um dos principais desafios passa agora pela implementação do RAYUELA a nível nacional. Para tal, a Polícia Judiciária estabeleceu parcerias com o sistema educativo, na Madeira através da Direção Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, e no continente com o Ministério da Educação. “Os professores e as escolas são os nossos parceiros estratégicos fundamentais, porque é nas escolas que estão as crianças”, destacou o responsável.

No que diz respeito à realidade regional, José Matos afirmou que, apesar de não existirem ainda dados consolidados sobre crimes como o cyberbullying envolvendo menores na Madeira, os números conhecidos não são expressivos. Ainda assim, alertou para o caráter imprevisível deste tipo de fenómenos, recordando casos passados que escalaram rapidamente para situações graves. O responsável salientou ainda que o jogo poderá contribuir para reduzir as chamadas “cifras negras”, ao aumentar a consciência das crianças sobre situações de aliciamento e abuso, incentivando a denúncia.

Paralelamente, a Polícia Judiciária tem vindo a desenvolver ações de sensibilização nas escolas da Região Autónoma da Madeira, tendo já realizado cerca de 15 sessões destinadas a alunos e professores, com o objetivo de reforçar a literacia digital e a prevenção do cibercrime.

Relativamente ao panorama geral do crime informático, José Matos revelou que mais de 70% dos processos investigados pelo Departamento de Investigação Criminal da Madeira estão relacionados com criminalidade informática, sobretudo crimes contra o património, como burlas informáticas, que afetam tanto adultos como jovens.

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