Cerca de duas dezenas de professores cumpriram a tradição do 25 de Abril e concentraram-se junto à Assembleia Legislativa Regional revindicando direitos e medidas por concretizar, nomeadamente a regularização da contagem do tempo de serviço.
Numa receção aos deputados, que se dirigiam à Casa da Democracia para a sessão solene do 52.º aniversário do 25 de Abril, de cravo na mão e com hinos à liberdade e democracia, os docentes lembraram as lutas mais prementes desta classe.
Francisco Oliveira, presidente do Sindicato dos Professores da Madeira, lembrou, em declarações ao JM, a contagem do tempo de serviço dos professores, que não está contabilizada, considerando este “um direito que querem fazer perder, mas nós não vamos deixar que isso aconteça, até porque já foi um compromisso assumido em época para eleitoral e, portanto, nós queremos que os nossos resultados sejam valorizados através da coerência e do cumprimento daquilo que assumem, independentemente de serem épocas de campanha eleitoral ou de serem já noutra época qualquer”.
Por outro lado, Francisco Oliveira ressalvou a importância da manifestação deste dia. “É uma tradição estar aqui neste dia. O 25 de Abril transformou as nossas vidas. O 25 de Abril trouxe-nos a possibilidade de expressarmos livremente aquilo que nos vai na alma, reivindicarmos os nossos direitos sem o receio de sermos presos ou sermos torturados por qualquer meio. Portanto, isto é uma celebração ao 25 de Abril e é também um ato de consciência coletiva apelar a que os nossos deputados sejam coerentes”.