O PPM Madeira manifestou preocupação com o anúncio de uma nova subida das taxas de juro no crédito à habitação por parte do Banco Central Europeu (BCE), prevista para entrar em vigor já no próximo mês de junho.
Em comunicado, o partido considera que “não há qualquer necessidade de fazer mais aumentos”, numa altura em que os bancos registaram “um recorde de lucros em 2025”. Defende ainda que as instituições bancárias devem agora “ajudar os portugueses a equilibrarem as contas”, recordando as intervenções estatais feitas no passado para salvar vários bancos.
O coordenador do PPM Madeira, Paulo Brito, acusa o BCE e os banqueiros de ignorarem a realidade salarial da maioria dos portugueses, sublinhando que muitos trabalhadores recebem o salário mínimo nacional, atualmente fixado em 920 euros.
No mesmo comunicado, o partido recupera ainda declarações do antigo banqueiro Fernando Ulrich — “se os portugueses aguentam... ai aguentam!” — para contrariar essa ideia, defendendo que as famílias já não conseguem suportar novos aumentos nos encargos com a habitação.
O PPM Madeira apela também à intervenção do ministro das Finanças, exigindo que o governante “não se cale” perante esta nova subida e que procure negociar com o BCE a manutenção das taxas de juro nos níveis atuais.