O PCP realizou hoje uma ação de contacto com trabalhadores e população em geral no centro do Caniço, onde defendeu um novo rumo para o País e para a Região, que passa, no seu entender, pelo derrube do pacote laboral.
Durante a iniciativa, António Baptista Monteiro, dirigente regional do partido, alertou para o facto de que o início do ano de 2026 “trouxe uma nova machadada em salários que já eram baixos, com o aumento dos preços dos alimentos, dos combustíveis e das rendas de casa, entre outros bens e serviços essenciais”.
Enquanto “os lucros dos grandes grupos económicos continuam a crescer, a vida está cada vez mais difícil para quem trabalha”. Aos salários curtos o PCP diz que se junta o aumento do custo de vida, bem como o acesso cada vez mais difícil à habitação.
“Por outro lado, os bancos registam 17,2 milhões de euros de lucros por dia. Nada disto resulta do acaso, mas sim das opções do Governo PSD/CDS, apoiado pelo Chega e pela IL e com a cumplicidade do PS. A esta realidade junta-se ainda a intenção de fazer aprovar um pacote laboral que constitui uma verdadeira declaração de guerra aos trabalhadores”, condenam os comunistas.
Ainda ao ver do dirigente do PCP, os trabalhadores já demonstraram “de forma inequívoca a rejeição destas medidas, exigindo a revogação das normas mais gravosas da legislação laboral”. Recordou, nesse sentido, a forte mobilização registada na Greve Geral de 11 de dezembro, antecedida por várias ações de luta, como as manifestações de 20 de setembro, em Lisboa e no Porto, e a marcha de 8 de novembro, que contaram com a participação de trabalhadores dos setores público e privado.
Para o PCP, o Governo e os partidos que apoiam o pacote laboral “optam por agravar os problemas em vez de lhes dar resposta”. “O ataque aos direitos representa uma resposta aos interesses do grande patronato, visando aumentar a exploração e a concentração da riqueza, à custa da degradação das condições de vida dos trabalhadores”, afirmou António Baptista Monteiro.
Na sua intervenção, António Baptista Monteiro destacou, de igual modo, que os problemas do País e da Região “exigem um outro rumo. Nesse quadro, salientou a importância da participação massiva dos trabalhadores na jornada de luta convocada pelo movimento sindical, que terá lugar na Região no próximo dia 28 de fevereiro”, com concentração pelas 10h00, na Rua do Bom Jesus, junto à Casa Sindical, seguida de manifestação até à Rua Dr. Fernão Ornelas no Funchal. Concluiu afirmando que “o pacote laboral será derrotado com a luta dos trabalhadores”.