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PCP diz que madeirenses “têm razões acrescidas” para ser contra o Pacote Laboral

Lígia Neves

Jornalista

Data de publicação
15 Abril 2026
12:12

O PCP promoveu hoje, no Funchal, uma jornada de contacto com trabalhadores e com a população, reafirmando que os trabalhadores da Região “têm razões acrescidas” para aderir à Jornada de Luta do próximo dia 17 de abril, convocada pelo movimento sindical unitário.

Na iniciativa, o dirigente do PCP, Ricardo Lume, denunciou o chamado pacote laboral do Governo da República como “uma verdadeira ofensiva contra os trabalhadores, representando um grave retrocesso nos direitos conquistados ao longo de décadas de luta”.

“O Governo opta por negociar à margem da concertação social, reunindo com associações patronais e com a UGT, excluindo a CGTP, numa tentativa de garantir apoios para uma proposta que mantém, no essencial, medidas profundamente negativas para quem vive do seu trabalho. Em causa estão propostas que agravam os baixos salários, facilitam despedimentos, aumentam a precariedade e promovem a desregulação dos horários de trabalho. Trata-se de um caminho de mais exploração, mais instabilidade e menos direitos”, recorda o PCP, em comunicado, considerando que na Madeira “esta realidade assume contornos ainda mais graves”.

Ora de acordo com aquilo que é descrito em comunicado pelos comunistas, “persistem salários entre os mais baixos do País, enquanto o custo de vida continua a aumentar de forma significativa. Os trabalhadores do setor privado continuam injustamente sem acesso ao subsídio de insularidade, ao contrário do que acontece na Administração Pública. Ao mesmo tempo, o acesso à habitação continua a pesar de forma incomportável nos rendimentos das famílias”.

Mais acrescenta o partido que setores fundamentais da economia regional, como a hotelaria, restauração, turismo e construção civil, “continuam marcados pela precariedade, horários desregulados e instabilidade laboral, afetando milhares de trabalhadores”. “A isto somam-se promessas sucessivamente adiadas pelo Governo Regional no que toca à valorização das carreiras e à melhoria das condições de trabalho nomeadamente na administração pública e nas IPSS”, adita.

Perante esta que considera ser uma “ofensiva”, o PCP afirma que não há neutralidade possível. “Só com a luta dos trabalhadores será possível travar este pacote laboral e afirmar uma política alternativa que valorize o trabalho, os salários e a dignidade de quem trabalha”, alerta, apelando à participação massiva dos trabalhadores da Região na Jornada de Luta do próximo dia 17 de abril, com concentração às 15h30 junto à Assembleia Legislativa da Madeira.

“A história demonstra que foi a luta que garantiu direitos. E será novamente a luta organizada, determinada e coletiva que permitirá derrotar este ataque e abrir caminho a uma sociedade mais justa”, reiteira o PCP.

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