João Lemos, professor, desafiou a Assembleia Legislativa da Madeira a dar continuidade, depois das comemorações dos 50 anos de Autonomia, ao projeto ‘Parlamento na Comunidade’, em parceria com o JM.
Entende até que este contacto mais direto com a comunidade deveria constar nos regulamentos do parlamento.
Por outro lado, lembrou que, na sua terra, no Porto da Cruz, só havia escola até à quarta classe, que frequentou, antes de ir para outras escolas. Falou na emigração, dando conta de ter vários primos emigrados, com poucos a seguirem os estudos até à universidade. O próprio ficou dois anos a trabalhar na terra, antes de regressar aos estudos.
“Os jovens deviam agradecer hoje a Deus por terem as escolas e os centros de saúde quase ao pé de casa, e agradecerem aos pais por terem oportunidade de continuarem os estudos cá”.
Ninguém nos deu nada. Temos de lutar”, vincou ainda o professor, numa alusão à luta que teve de ser feita, ao longo de vários anos, para o reforço da autonomia.
Defendeu o regresso dos círculos eleitorais, de modo a que os residentes de cada concelho tenham um representante e saibam, de facto, quem é, no parlamento madeirense. João Lemos sugeriu ainda a criação de um fórum de debate para as questões autonómicas, recordando a existência do FAMA. A seu ver, devia ser retomado este tipo de fóruns, na defesa constante da Autonomia.