Basílio Santos, deputado na Assembleia Legislativa da Madeira e vereador na Calheta, salientou que o parlamento na Comunidade é uma iniciativa interessante e importante. Neste espírito de abertura da assembleia, ficou feliz por ter sido aprovado por unanimidade o Parlamento sénior, inovadora que levará as populações seniores de toda a região.
Abordou a questão que nos aproxima deste debate, a autonomia. “os 50 anos de Autonomia tem de ser um momento de grande reflexão, mais do que festejar”, advogou o deputado. “É um valor alienável, não é negociável, caminha sempre no seu aprofundamento e aperfeiçoamento”, vincou.
O parlamentar do JPP disse que a autonomia nasce de “rastilhos do passo para a Autonomia”, em concreto, da Frente de Libertação dos Açores e da Frente de Libertação da Madeira, que ainda hoje podem causar algum tabu e desconforto. “Mas foram certamente dois rastilhos que levaram a que o centralismo de Lisboa questionasse a relação com as Regiões”, sublinhou Basílio Santos.
A seu ver, os dois movimentos “têm de ser falados, pelas coisas boas e pelas coisas más”, alicerçados pela vontade dos povos de se afirmar.
O parlamentar e vereador no concelho lembrou ainda a importância a adesão de Portugal à União Europeia para a afirmação da autonomia e o seu verdadeiro desenvolvimento com os recursos financeiros europeus.