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Parlamento na Comunidade: “Classe política do retângulo ainda não digeriu completamente a autonomia”

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
27 Fevereiro 2026
11:16

Na sessão parlamentar que decorre esta manhã, no Mudas, na Calheta, o antigo deputado convidado, Alfredo Fernandes, partilha com a plateia as suas memórias e vivências enquanto parlamentar do PSD eleito pelo círculo da Calheta, desde 1988 e até 2004

Na intervenção política no ‘Parlamento na Comunidade’, o antigo deputado teceu algumas considerações sobre o impacto que a autonomia teve no concelho.

Mas, antes, “para falar da autonomia, primeiro temos de situar o que é a autonomia. Falamos hoje em dia muito de rótulos”, disse, contextualizando a data do ‘nascimento’ da autonomia regional, desde 1976, mas com momentos determinantes para a sua consagração desde 1974.

Depois da assembleia constituinte ter aprovado a nova constituição, o país teve uma deriva para a esquerda”, em que a revolução do 25 de abril “para implementar uma democracia no país, estava a caminhar para uma ditadura, independentemente de ser de direita ou de esquerda. Não era uma democracia plena”, o que o deputado remeteu para o 25 de novembro d e1975, com o contragolpe liderado por Ramalho Eanes, “é que entramos na normalidade democrática”, considerou, esclarecendo que embora, Moçambique e Cabo Verde, tenham obtido independência, a Madeira e os Açores eram denominadas de ilhas adjacentes, e parte do todo nacional.

Alfredo Fernandes fez, dessa forma, uma introdução ao contexto político e ideológico sobre o país, considerando que “ainda permanecem algumas considerações, ideias e posições no retângulo português que são antagónicas, ou desmerecem ou ofendem mesmo as autonomias”. Isso para sublinhar que “a autonomia não foi um dado adquirido em 1976, porque ficou escrito na Constituição que as Regiões Autónomas deixam de ser geridas por poder central de Lisboa e passam a ter titulares de órgãos de governo eleitos localmente”.

Aliás, realçou Alfredo Fernandes, atualmente, ainda existem reservas, desmerecimentos – para ser suave – das Autonomias regionais. A classe política do retângulo ainda não digeriu completamente, apesar de passarem 50 anos. Suponho que é mesmo genético e daqui a 100 anos continuará a ser assim”, alertou, advogando que “a única forma de preservar a nossa autonomia é lutar ativamente, todos os dias, pelos nossos direitos”.

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