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Dormidas na Madeira recuam 0,4% em janeiro

Data de publicação
27 Fevereiro 2026
12:08

O alojamento turístico da Região Autónoma da Madeira registou, em janeiro de 2026, um ligeiro recuo nas dormidas, contrariando a evolução positiva do número de hóspedes e das receitas do setor.

De acordo com os dados divulgados pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), entraram na Região 137,4 mil hóspedes, que originaram 772,8 mil dormidas. Em termos homólogos, verificou-se um aumento de 3,1% nos hóspedes, mas uma diminuição de 0,4% nas dormidas. A confirmar-se nas revisões futuras, esta será a primeira quebra nas dormidas desde abril de 2021, sendo este um período ainda fortemente marcado pelos efeitos da pandemia de COVID-19 na atividade turística mundial.

A hotelaria concentrou 69,9% do total das dormidas (540,2 mil), registando uma descida homóloga de 3,2%. Em sentido inverso, o alojamento local responsável por 28,0% das dormidas cresceu 7,4%, enquanto o turismo no espaço rural, com um peso de 2,1%, apresentou uma ligeira redução de 0,2%.

Para efeitos de comparação com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que excluem o alojamento local com menos de 10 camas, as dormidas na Madeira registaram um decréscimo de 3,0%, em contraste com o crescimento de 2,0% observado a nível nacional.

No contexto nacional, os maiores aumentos de dormidas verificaram-se no Norte (+8,2%) e no Centro (+5,6%). Por outro lado, a Região Autónoma dos Açores e o Algarve apresentaram as quebras mais acentuadas (-5,8% e -4,7%, respetivamente). A Grande Lisboa (30,2%) e o Norte (19,5%) concentraram a maior fatia das dormidas no País.

Na Região, a taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 49,6%, menos 3,8 pontos percentuais face aos 53,4% registados em janeiro de 2025. Já a taxa de ocupação-quarto atingiu 57,5%, abaixo dos 62,5% observados no período homólogo. A estada média no conjunto do alojamento turístico foi de 4,72 noites, inferior às 4,93 noites registadas um ano antes. A hotelaria apresentou a estada média mais elevada (4,77 noites), seguida do alojamento local (4,70), enquanto o turismo no espaço rural registou 3,66 noites.

Os dez principais mercados emissores representaram 82,2% do total de dormidas. O Reino Unido manteve-se como principal mercado (20,1% do total), apesar de uma quebra de 5,2% face a janeiro de 2025. Seguiram-se a Alemanha (19,0%; -4,3%) e o mercado nacional (17,8%), que apresentou um crescimento expressivo de 19,2%. A Polónia ocupou a quarta posição (9,5%; -9,3%) e os Países Baixos a quinta (3,5%; +0,8%).

Apesar da ligeira redução nas dormidas, os indicadores financeiros revelaram um desempenho positivo. Os proveitos totais ascenderam em 54,7 milhões de euros, traduzindo-se num aumento homólogo de 8,8%, enquanto os proveitos de aposento atingiram 37,2 milhões de euros (+8,0%). No conjunto do País, estes indicadores também cresceram, embora de forma mais moderada (+5,6% em ambos os casos).

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se nos 64,91 euros (+2,8%), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) aumentou 11,6%, passando de 101,09 euros em janeiro de 2025 para 112,83 euros em janeiro de 2026, refletindo uma valorização da receita por unidade de alojamento, apesar da ligeira retração na procura em termos de dormidas.

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