As Mulheres Socialistas da Madeira (MS-M) confirmaram, em nota de imprensa, a sua participação na marcha do 25 de Abril, que terá lugar amanhã, no Funchal. O ponto de encontro está marcado para as 15h00, no Largo do Município, de onde partirá o desfile que assinala os 52 anos da Revolução dos Cravos.
Sob o lema inspirado na escritora Clarice Lispector ‘A liberdade é pouco’, a estrutura socialista pretende levar para a rua uma reflexão sobre as conquistas que ainda faltam alcançar na Região Autónoma.
No entender das MS-M, a liberdade conquistada em 1974 é incompleta se não for acompanhada por condições de vida dignas. Num manifesto que sublinha o combate ao populismo e ao conservadorismo, a organização elenca as falhas que ainda persistem na sociedade madeirense e estabelece prioridades, designadamente o fim do medo em casa e o combate à normalização do assédio e do ódio, a luta contra os salários baixos e a precariedade que asfixia as famílias, a garantia de preços acessíveis na habitação, de forma a não penalizar jovens, idosos e famílias monoparentais, assegurar o acesso universal à saúde mental e reprodutiva, independentemente do rendimento, pôr fim aos estereótipos de género nas escolas e promover a divisão justa do trabalho não pago, que ainda recai maioritariamente sobre as mulheres.
Cátia Vieira Pestana, presidente da estrutura, defende que “as Mulheres Socialistas da Madeira não olham para Abril como um retrato do passado, mas como um compromisso com o presente e o futuro”, reforçando a luta pela igualdade salarial e pela tolerância zero à violência.
Na nota enviada às redações, as Mulheres Socialistas apelam a toda a população para que se junte a esta iniciativa. “Amanhã, pelas 15h00, no Largo do Município, venha marchar por um Portugal e por uma Madeira onde a liberdade seja plena e acompanhada de justiça social. Porque ‘só a liberdade... é pouco!’”, refere a dirigente.