Foram hoje lançados o livro e álbum ‘Mulheres com História’, iniciativa que decorreu no Salão Nobre do Parlamento madeirense, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher.
A iniciativa resultou de uma parceria com o grupo C’azoada e constituiu um momento de homenagem às mulheres madeirenses que, ao longo de gerações, contribuíram para a preservação da identidade cultural da Região.
Na sua intervenção, a presidente da Assembleia Legislativa, Rubina Leal, sublinhou que assinalar esta efeméride na “Casa da Democracia” representa “a afirmação do compromisso das instituições com os valores da igualdade, da dignidade e do reconhecimento do papel das mulheres na construção de uma sociedade mais justa”. Destacou, ainda, que esta data “é simultaneamente um momento de celebração pelo contributo das mulheres para a sociedade e de reflexão sobre o caminho que ainda importa percorrer para alcançar uma verdadeira igualdade de oportunidades.”.
Rubina Leal salientou igualmente a importância da valorização da memória coletiva e da cultura “como forma de reconhecer contributos que, durante muito tempo, permaneceram menos visíveis na narrativa histórica”. Nesse sentido, considerou que o projeto ‘Mulheres com História’ presta “uma justa homenagem às mulheres que foram guardiãs de saberes, tradições e expressões culturais fundamentais para a identidade do povo madeirense”.
Mais destacou que acolher iniciativas desta natureza “reafirma o papel do Parlamento não apenas como espaço de produção legislativa, mas também como lugar de promoção da cultura, de afirmação da identidade regional e de reconhecimento de quem contribuiu para a história coletiva da Madeira”.
Na ocasião, felicitou o grupo C’azoada e todos os envolvidos pela “qualidade e sensibilidade do trabalho desenvolvido”, sublinhando que a iniciativa assume “um significado particular” num ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia da Região Autónoma da Madeira.
A sessão constitui, assim, uma homenagem às ‘mulheres com história’ — “às que marcaram o passado da Região, às que constroem o presente e às que continuarão a escrever o futuro da Madeira”.