Bruno Melim defendeu no Congresso social-democrata a necessidade de o PSD e a JSD refletirem sobre o alargamento da idade máxima de militância na juventude partidária até aos 35 anos, aplicável apenas a jovens nascidos a partir de 2000.
E fez questão de sublinhar que esta eventual alteração não teria efeitos sobre os atuais órgãos nem sobre a liderança em funções, afastando qualquer leitura de impacto imediato interno, até porque se encontra em final de mandato. “Não se preocupem, eu nasci em 1996. O mundo em que essa geração cresceu é, em tudo, diferente. Verificando-se um arranque cada vez mais tardio da vida ativa, fruto de todo o ciclo formativo, os 30 anos afiguram-se insuficientes para a formação desses quadros”, sustentou.
O social-democrata justificou a proposta com as mudanças nas trajetórias de vida das novas gerações, nomeadamente o início mais tardio da vida ativa e a necessidade de maior tempo para a formação política.
“Deve também o PSD estar atento ao mundo que o rodeia. Num tempo em que o IRS Jovem abrange contribuintes até aos 35 anos e os projetos do IPDJ começam a alargar a sua abrangência até à mesma idade, é vital que, numa perspetiva futura, a JSD e o PSD reflitam sobre o alargamento da idade máxima de militância na JSD até aos 35 anos, para jovens nascidos a partir do ano 2000”, frisou.
Ideia que não foi corretamente transmitida pelo JM, na sua edição impressa de hoje.