A Madeira voltou a destacar-se como a região do país com a maior diminuição homóloga do desemprego registado, consolidando uma tendência positiva no mercado de trabalho regional.
De acordo com os dados de dezembro de 2025, divulgados esta manhã pelo IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), a Região registou uma quebra significativa de 16% no número de desempregados face ao mesmo mês do ano anterior, a mais acentuada a nível nacional.
Em comparação com novembro de 2025, o desemprego registado aumentou ligeiramente na Madeira (+2,4%), uma tendência observada na maioria das regiões, com exceção do Norte e do Centro. O Algarve foi a região com o aumento mais expressivo (+15,5%).
Em dezembro, a procura de emprego na Madeira desceu 29,8% face a novembro, sendo a terceira maior queda do país, atrás do Algarve e dos Açores. Já em termos homólogos (comparando com dezembro de 2024), a Madeira foi a única região onde a procura aumentou (+3,3%), enquanto o país, no seu conjunto, registou uma redução de 13,7%.
Em reação a estes resultados, a secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, sublinhou o trabalho desenvolvido na Região, salientando que recebem “com agrado o indicador muito positivo de sermos, uma vez mais, a Região com a maior queda homóloga do desemprego registado. Trata-se do reflexo da dinâmica da nossa economia e da confiança dos empregadores. Embora os dados, divulgados hoje pelo IEFP, apresentem ainda uma ligeira subida face ao mês anterior, fruto da sazonalidade típica do fim de ano, sublinhamos a importância de manter e reforçar as políticas ativas de emprego para sustentar a trajetória positiva em 2026.”
Paula Margarido, salientou ainda que agora “a compromisso é continuar a criar oportunidades e a qualificar os nossos profissionais para os desafios atuais do mercado laboral”.
No que diz respeito aos números de desemprego a nível Nacional, denotou-se também um recuou de forma expressiva, com menos 36.242 pessoas inscritas nos centros de emprego em comparação com dezembro de 2024, o que representa uma descida homóloga de 10,8%.