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Literacia Financeira: ‘Dinheiro não traz felicidade mas ajuda” e “é preciso saber gerir”

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
02 Março 2026
10:26

João Costa e Silva, diretor regional de Educação, representa a Secretaria Regional na sessão de abertura do Parlamento dos Jovens + Ensino Básico, que decorre na Assembleia Legislativa da Madeira.

O governante destacou o papel desta iniciativa não só como experiência para os jovens alunos, como pela promoção de cidadania e formação académica e política.

Sobre o tema em discussão – ‘Literacia Financeira: Os Jovens CONTAM’ – João Costa e Silva sublinhou a importância de saber lidar com as questões financeiras. “Dinheiro não traz felicidade”, disse, salientando que ajuda a alguma felicidade, mas, reforçou que a gestão em torno das finanças não só no presente, como no futuro dos jovens. Disse ainda esperar que este evento sirva de semente para uma vida ativa na sociedade e, quem sabe, na política.

Depois da sessão de abertura, deu-se início à sessão plenária do Parlamento dos jovens, desta feita, presidida por Lourenço Bettencourt, da Escola Básica Bartolomeu Perestrelo, deu início aos trabalhos, recordando a forma como foi escolhido o tema, através de votação dos alunos participantes.

Na primeira parte dos trabalhos, os deputados questionam o deputado no parlamento nacional, eleito pelo PSD/Madeira, Paulo Neves, sobre literacia financeira, procurando saber, por exemplo, que medidas podem ser tomadas ao nível parlamentar nacional e regional para o incremento da disciplina nas escolas. Questionam sobre se as escolas podem ter todas a disciplina de educação financeira.

Antes de responder, Paulo Neves quis explicar quais as obrigações dos deputados, incluindo a presença nos Parlamentos jovens, “o que faço com muito gosto”, pela aproximação com o nosso eleitorado.

Fez notar a presença de muitas raparigas no parlamento dos jovens, num contexto em que, a nível nacional, ainda há poucas mulheres na política. “É um problema que temos, a menor participação feminina na política em Portugal. Ter cá mais raparigas é um elogio que queria fazer”.

Por outro lado, Paulo Neves rejeitou a ideia de que a juventude representa o futuro. “Os jovens são o presente”, com responsabilidades inerentes a isso, como na voz dada aos problemas e anseios da juventude.

Pediu aos jovens para serem responsáveis no que pensam e no que dizem, criticando formas de expressão usadas com frequência negativas. “Temos de pensar na forma como falamos, porque há vezes que não se dignifica as entidades que representamos, como o parlamento”.

Deu nota ainda que “a democracia não está garantida”, alertando que há milhares de jovens no mundo que não vivem em democracia. “E há muitos desses jovens que antes viviam em democracia, e hoje não. A democracia e a liberdade não são garantia”, alertou o deputado em São Bento. A democracia e a liberdade são como uma flor. Têm de ser regadas todos os dias”.

Já sobre o tema e as questões recebidas, Paulo Neves salientou que a geração dos jovens deputados presentes no parlamento é bombardeada por compras fáceis online, sensibilizando para os custos e o conhecimento de tudo o que uma compra representa, como as taxas e custos de transportes. A gestão financeira começa desde cedo, disse. “Ter dinheiro é muito bonito, mas é preciso saber gerir o dinheiro”, frisou, comentando que há muitas pessoas na sociedade portuguesa que não sabe gerir o seu dinheiro.

Nas respostas, admitiu que não é a favor que se crie uma disciplina específica de Literacia Financeira. “Não podemos criar uma disciplina para tudo e para nada, mas que esta questão deve fazer parte do currículo de algumas disciplinas, isso sim, concordo”.

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