O JPP, pela voz do parlamentar Carlos Silva, apresentou na Assembleia Legislativa um voto de protesto contra uma decisão da Federação de Andebol de Portugal, que considera prejudicial para o andebol madeirense.
No documento, os deputados criticam a punição aplicada ao CS Marítimo, que foi sancionado com uma derrota por 15-0 na sequência da não realização do jogo frente ao FC Porto, agendado para 28 de fevereiro.
Segundo o JPP, a ausência da equipa madeirense deveu-se a constrangimentos nas ligações aéreas provocados por condições meteorológicas adversas no aeroporto da Madeira, que impediram a deslocação atempada da comitiva. O partido sublinha que o clube “envidou todos os esforços” para cumprir o calendário competitivo, enfrentando várias tentativas falhadas de viagem.
Para o grupo parlamentar, a decisão da Federação de Andebol de Portugal é “manifestamente injusta” e “discriminatória”, por penalizar uma equipa por motivos alheios à sua responsabilidade, além de configurar um atentado ao princípio da coesão territorial.
Os deputados alertam ainda que este caso poderá criar um precedente negativo para o desporto nas regiões autónomas, comprometendo o desenvolvimento desportivo e a igualdade de condições competitivas a nível nacional.
No voto de protesto, o JPP apela aos restantes parlamentares para que se associem à posição e manifestem o seu “repúdio junto do Conselho de Disciplina da federação”, defendendo que o desporto deve ser um fator de união e não de desigualdade.