O fotógrafo espanhol Jose Zyberchema garante ser o autor do projeto das portas pintadas na Zona Velha.
Em reação às declarações de João Carlos Abreu, antigo secretário regional do Turismo e Cultura, ao JM, em que acusou o artista de se ter apropriado da sua ideia, o visado recorreu às redes sociais para afiançar que “O projeto “artE de Portas Abertas” é da minha autoria”. Também enviou ao nosso jornal cópias de troca de mensagens com o antigo secretário, em setembro de 2010, em que apresenta a ideia ao ex-governante à qual este afirma dar o seu apoio.
Afirma que apresentou a ideia inicialmente a ideia, em agosto de 2010, no Jardim Municipal do Funchal, no âmbito de um evento integrado nas comemorações do Dia da Cidade e, posteriormente foi dado a conhecer a Bruno Pereira, vereador da autarquia. Jose Zyberchema refere que esteve com o escritor António Barroso Cruz nessa reunião na autarquia a apresentar o projeto, prometendo que irá apresentar provas.
“Não gosto que difamem meu nome. Eu sou um espanhol, Madrileno e do Varrio de Vallekas”, refere na sua publicação, concluindo que não se irá calar sobre esta matéria.
De referir que a polémica sobre a paternidade do projeto das portas pintadas na Zona Velha não é de agora. Já em 2012, João Carlos Abreu e Jose Zyberchema disputavam a autoria da iniciativa que dinamizou a Zona Velha do Funchal.
João Carlos Abreu garante que importou a ideia das ruas de Itália e que, no Funchal, quis implementar na Zona Velha, no âmbito de uma comissão criada pela autarquia para a revitalização da Zona Velha, da qual fazia parte.
Apresentou, nesse grupo de trabalho, o projeto das “Portas Pintadas”, que mereceu aprovação camarária e que, mais tarde, convidou Zyberchema para o projeto.
Mas, recorde-se, o fotógrafo tinha na forja, pelo que se vê nas mensagens de setembro de 2010, que partilhou com o JM, um projeto de intervenção artística nas portas da Zona Velha. Nas mensagens que trocou com o antigo secretário, elogiou a iniciativa de revitalizar a zona velha e falou do projeto de “dinamização artística da Zona Velha”, que mereceu, em resposta, o apoio de João Carlos Abreu.