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Médio Oriente: Israel afirma que vai criar zona de segurança no sul do Líbano

Data de publicação
24 Março 2026
11:21

Israel vai criar uma zona de segurança no sul do Líbano que se estende desde a fronteira israelita até ao rio Litani, compreendendo uma área com cerca de trinta quilómetros, anunciou hoje o ministro da Defesa, Israel Katz.

As forças israelitas estão a “operar dentro do território libanês para criar uma linha de defesa avançada”, disse Katz num vídeo divulgado pelo seu gabinete.

“As cinco pontes sobre o rio Litani que eram utilizadas pelo [grupo xiita libanês] Hezbollah para contrabandear terroristas e armas foram destruídas e [o Exéricto] vai controlar as outras pontes e a zona de segurança até ao Litani”, acrescentou.

O ministro israelita referiu que “as centenas de milhares de pessoas do sul do Líbano”, que foram deslocadas para o norte do país, não vão retornar às suas casas até que “a segurança dos habitantes do norte de Israel esteja garantida”.

Katz afirmou que o Exército está a intervir para assumir o controlo de aldeias libanesas junto à fronteira, que considera “verdadeiros postos avançados terroristas”.

Segundo o ministro, esta ação segue o “modelo de Rafah e Beit Hanoun em Gaza” - cidades localizadas respetivamente no sul e no norte do território palestiniano devastado por mais de dois anos de guerra entre Israel e o movimento islamita Hamas - e tem como objetivo de “eliminar as ameaças que pesam” sobre as comunidades israelitas.

Posteriormente, o Exército israelita afirmou, em um comunicado, que tinha atacado durante a noite “outro importante ponto de travessia utilizado pelos terroristas do Hezbollah para se deslocarem do norte para o sul do rio Litani”.

O Hezbollah atacou Israel em 02 de março, em apoio ao Irão e para vingar a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, que foi morto no primeiro dia dos ataques aéreos norte-americanos e israelitas contra Teerão, em 28 de fevereiro.

Desde então, Israel tem lançado ataques de retaliação através de uma vasta campanha de bombardeamentos contra o Líbano e uma incursão terrestre numa zona tampão ao longo da fronteira. Mais de mil pessoas morreram e mais de um milhão de habitantes foi deslocado no Líbano desde o início deste conflito.

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