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JPP alerta para custo de vida e acusa PSD/CDS de ‘ignorar dificuldades’

Data de publicação
24 Março 2026
9:21

Na intervenção política semanal na Assembleia Legislativa da Madeira, esta terça-feira, o deputado do JPP, Basílio Santos, centrou o discurso no agravamento do custo de vida e na crise habitacional, acusando o Governo Regional de “ignorar deliberadamente” as dificuldades enfrentadas pela população.

Dirigindo-se à presidente e aos deputados, o parlamentar sublinhou que o aumento dos preços dos bens essenciais e da habitação está a colocar uma pressão crescente sobre as famílias, especialmente jovens e trabalhadores. Segundo afirmou, “negar a realidade em vez de a debater não é governar”, acusando PSD e CDS de evitarem temas que expõem “o fracasso das suas prioridades políticas”.

O deputado criticou ainda o que considera ser um contraste entre os indicadores macroeconómicos e a realidade vivida no terreno. Apesar “do crescimento do PIB” e dos excedentes orçamentais, defendeu que estes não se traduzem em melhorias concretas na vida da maioria dos madeirenses.

“Temos uma região pobre com um PIB rico”, afirmou.

Durante a intervenção, Basílio Santos apontou dados recentes sobre o aumento do custo do cabaz de bens essenciais, referindo que este terá subido significativamente nos últimos anos, agravando as dificuldades das famílias em fazer face às despesas mensais.

O parlamentar apresentou um conjunto de propostas, entre as quais a redução do IVA nos bens essenciais para taxa zero, a diminuição do IVA da eletricidade, a fixação de um teto máximo para o preço do gás e o reforço dos apoios às famílias mais vulneráveis e aos idosos. Defendeu ainda medidas estruturais como a promoção da concorrência nos portos, o fim de monopólios que, segundo afirmou, inflacionam os preços, e a diversificação da economia regional para reduzir a dependência do turismo.

No que diz respeito à habitação, o deputado questionou “o paradeiro de projetos anunciados” e alertou para o aumento das desigualdades, referindo que muitas famílias continuam a viver em condições precárias, apesar dos anúncios de investimento no setor.

A intervenção terminou com um apelo a uma mudança de prioridades políticas, considerando que o atual modelo económico “beneficia apenas uma minoria” e não responde aos problemas estruturais da Região, como os baixos salários, o custo de vida elevado e as dificuldades no acesso à habitação.

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