A Iniciativa Liberal manifestou hoje “profunda preocupação perante as notícias que apontam para a eventual suspensão do programa Estudante Insular”, com o partido a considerar que esta situação “poderá afetar milhares de estudantes madeirenses, bem como as respetivas famílias”, ainda para mais quando se “se aproxima o período de férias escolares e em que muitos necessitam de assegurar viagens entre a Região e o território continental”.
Em nota de imprensa, a IL defende que “esta possibilidade representa mais um episódio de instabilidade e descoordenação política em torno da mobilidade dos residentes nas Regiões Autónomas, colocando novamente os cidadãos insulares no centro do conflito institucional e da descoordenação entre o Governo da República e os Governos Regionais”.
“É incompreensível que, depois de tantos anos de promessas e atrasos, continuemos a assistir a situações de incerteza relativamente a um direito tão básico como a mobilidade dos estudantes insulares”, afirma, na mesma nota, o deputado da IL no Parlamento madeirense, Gonçalo Maia Camelo.
A IL recorda que o programa Estudante Insular “era, até ao momento, o único mecanismo que permitia aos estudantes viajar sem necessidade de suportar antecipadamente custos significativos, garantindo o pagamento apenas do valor efetivamente devido pelo beneficiário”.
“Estamos a falar de estudantes que conseguiam viajar sem ter de adiantar centenas de euros e de famílias que organizam a sua vida financeira em função desse apoio. Criar agora um cenário de suspensão é profundamente irresponsável”, afirma o deputado liberal no comunicado que recorda que ”não existe qualquer impedimento legal, quer na legislação atualmente em vigor, quer na nova lei aprovada recentemente na Assembleia da República, à continuidade do programa Estudante Insular”.
Tendo em conta este cenário, o parlamentar apela ao Governo Regional da Madeira e ao Governo da República “para que abandonem a lógica de confronto político e encontrem, rapidamente, uma solução que permita assegurar a continuidade do programa, sem novos sobressaltos nem prejuízos para os estudantes”.