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Existem ainda sequelas do colonialismo

Data de publicação
09 Dezembro 2023
11:24

Decorreu, esta manhã, a sessão de encerramento das iniciativas comemorativas do ‘Centenário de Inês Fonseca’ (1923-2023).

Na cerimónia, que decorreu na galeria Anjos Teixeira, foi feito um balanço das iniciativas feitas ao longo de um ano de comemorações, nomeadamente o “trazer à memória o que foi a colonia e a luta dos caseiros” pelo fim da mesma.

A este respeito, João Lizardo, membro da organização e advogado, realçou, ainda, a situação atual da colonia que “de facto está extinta enquanto prática económica”, mas sublinhou que “existem muita sequelas da colónia”, mormente aspetos que não foram legalizados.

Neste âmbito, recordou que o Supremo Tribunal de Justiça tem vindo “a tomar decisões totalmente desfavoráveis aos antigos colonos e favoráveis ao antigo senhorio”.

“O Supremo Tribunal de Justiça tem ressuscitado a colonia no seu pior aspeto”, disse, acrescentando que “não houve a devida legalização dos terrenos”, beneficiando os antigos senhorios e “abrindo portas” para que os antigos colonos “possam ser postos na rua como uma mão atrás e outra à frente”.

“Esta é uma realidade extremamente preocupante na qual se exigem medidas legislativas”, frisou. Edgar Silva, enquanto coordenador regional do PCP, falou à margem da sessão, referindo-se a Inês Fonseca como uma “mulher de causas”.“Estivemos a comemorar ao longo deste ano, com várias iniciativas, o centenário de Inês Fonseca, como figura marcante na luta pelo direito dos caseiros”, afirmou.

Na ocasião esteve presente o Grupo Etnográfico e Folclórico do Monte Verde que deu por encerrada, através dos cantares tradicionais, a cerimónia.

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