A Universidade da Madeira em parceria com a Universidade Católica Portuguesa entregaram esta sexta-feira os diplomas aos 11 alunos que concluíram a 2ª edição da pós-graduação em Ciência Política e Relações Internacionais na Madeira.
A cerimónia marca também a abertura das inscrições para a 3ª edição de uma formação que, segundo a coordenadora Raquel Duque, nasce de uma ligação estreita ao contexto regional. “Estamos ligados à autonomia regional, à economia regional, com uma prática que o Instituto de Estudos Políticos tem há mais de 20 anos na área da Ciência Política e Relações Internacionais, e portanto para nós fez todo o sentido iniciar esta pós-graduação”.
Nas duas edições realizadas, cerca de 40 alunos frequentaram a formação, com mais de metade a concluir o projeto final. “Quase semelhante a uma tese de mestrado”, descreveu Raquel Duque.
Na 2ª edição, dos 16 inscritos, 11 chegaram à fase de entrega de diplomas, sendo que mais três alunos estão perto da conclusão.
O perfil dos alunos tem sido variado e isso é, para a coordenadora, um dos pontos mais gratificantes da iniciativa. “Temos pessoas ligadas à área da segurança, da defesa, ao Governo Regional, à autonomia local, e temos estudantes que acabaram recentemente a licenciatura e quiseram consolidar os seus conhecimentos numa área diferente, pois vêm do Jornalismo ou de Economia”, disse Raquel Duque.
O currículo da pós-graduação combina bases teóricas com temas da atualidade. “Temos unidades curriculares de Ciência Política, sistemas eleitorais, regimes políticos, teoria política, e temos também as relações internacionais, com teoria e história, tecnologia e estratégia, e várias cadeiras ligadas ao conhecimento do que é economia regional, autonomia regional, para corresponder aos interesses do público da Madeira”, explicou a coordenadora.
A formação decorre ao longo de um ano letivo, com início entre setembro e outubro e término em maio, seguido de um período de elaboração e defesa do projeto final durante os meses de verão.
A coordenadora nota que o interesse por estas áreas tem crescido, em linha com a complexidade do momento internacional. “A nossa conjuntura traz-nos muita curiosidade em querer compreender o que se passa e encontrar, eventualmente, respostas. Estas não são cabais, nem nunca são definitivas, mas pelo menos conseguimos articular melhor o que vamos ouvindo e testemunhando todos os dias nas notícias”, concluiu.