O secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, considerou que a criação do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) foi “uma das melhores decisões” tomadas pelo Governo Regional (GR) nos últimos anos, sublinhando a importância estratégica da instituição na proteção ambiental da RAM.
Durante a cerimónia comemorativa dos 10 anos do IFCN, nesta quarta-feira, Eduardo Jesus recordou o processo de criação do Instituto e prestou homenagem à antiga responsável governativa Susana Prada, destacando a sua determinação na concretização do projeto. “O IFCN nasceu de uma visão muito clara e de uma enorme persistência para dotar a Região de uma estrutura capaz de responder aos desafios da conservação da natureza”, afirmou.
O governante salientou que o Instituto assume responsabilidades fundamentais na proteção de áreas classificadas, património natural, biodiversidade e espécies protegidas, através do trabalho desenvolvido pelas várias equipas técnicas e operacionais. Eduardo Jesus destacou igualmente o papel das carreiras especiais, nomeadamente dos vigilantes da natureza e do Corpo de Polícia Florestal, defendendo que a fiscalização ambiental é indispensável para garantir a preservação dos espaços naturais. “A fiscalização existe porque é necessária. Há ainda um caminho a fazer ao nível da sensibilização ambiental e da educação para a utilização responsável da natureza”, referiu.
O secretário regional sublinhou ainda os projetos em curso para reorganizar a utilização dos percursos pedestres e de algumas das zonas naturais mais procuradas da Região, como o Pico do Areeiro, Ribeiro Frio, Queimadas, Ponta de São Lourenço, Fanal e Rabaçal.
Segundo explicou, o objetivo passa por criar regras de utilização, ordenar os acessos, controlar a capacidade diária de visitantes e melhorar as condições de estacionamento e circulação. “Muito rapidamente, aqueles que estavam menos atentos perceberam que a natureza é para ser fruída, para ser utilizada, mas tem que haver regras na utilização e na fruição do espaço natural”, afirmou.
Eduardo Jesus rejeitou também a ideia de que exista excesso de visitantes nos espaços naturais da Madeira, defendendo que o principal problema identificado em algumas zonas está relacionado com questões de trânsito e estacionamento. “Bastou ter uma conversa com a Polícia de Segurança Pública (PSP), contratar os serviços dos agentes nos sítios onde havia complicação, para se perceber que era um problema de trânsito e não era um problema de pessoas. E o trânsito não é uma competência do IFCN, mas é o IFCN que tem de zelar para que o trânsito não seja um problema”
O governante afirmou ainda que o futuro do IFCN passará pelo reforço da utilização de tecnologia na vigilância, fiscalização e gestão ambiental, bem como pela contínua valorização profissional dos trabalhadores. “O ambiente está hoje no centro de todas as decisões e o IFCN terá um papel cada vez mais determinante no futuro da Região”, concluiu.