O deputado do Chega, Francisco Gomes, afirmou este sábado, 25 de abril, que o sistema político resultante da Revolução de 25 de Abril “está esgotado” e defendeu a construção de uma IV República, que responda aos desafios atuais e recupere a confiança dos cidadãos.
Em nota de imprensa, o parlamentar sustenta que a revolução de 1974 foi “incompleta”, apontando o 25 de Novembro de 1975 como o momento em que, no seu entendimento, se consolidou o objetivo democrático, ao impedir a instalação de uma “ditadura de esquerda”.
“O sistema que nasceu do 25 de Abril está gasto, esgotado, viciado, fechado sobre si próprio e incapaz de responder aos portugueses. Está na hora de construir uma nova República e de devolver Portugal aos portugueses de bem”, afirma.
Francisco Gomes rejeita ainda a ideia de que a esquerda detenha o legado da data, defendendo que o 25 de Abril pertence “a todos os portugueses”. O deputado acusa setores políticos, em particular os associados à doutrina marxista, de tentarem monopolizar a narrativa histórica.
“A esquerda não é dona do 25 de Abril. Os donos do 25 de Abril são os portugueses que lutaram por liberdade, incluindo no Ultramar, e não aqueles que hoje tentam usar essa data como bandeira partidária”, refere.
Na mesma nota, o parlamentar considera que as promessas associadas à revolução ficaram por cumprir, apontando problemas estruturais persistentes, como desigualdade, pobreza e corrupção.
“Encheram o país de ‘amanhãs que cantam’, mas deixaram um país mais desigual, mais pobre e dominado por uma elite político-económica que vive de negociatas e se julga dona de Portugal. Não temos um país. Temos um manicómio a céu aberto”, lê-se.
O deputado defende, por fim, uma rutura com o atual modelo político, sublinhando a necessidade de “novas soluções” e de uma reorganização profunda do sistema.
“Portugal precisa de uma nova fase, com transparência, responsabilidade e respeito pelos cidadãos. Esta República já não serve o país”, conclui.