O presidente do Governo Regional disse, na manhã desta quinta-feira, que não está nos planos da Região a construção de um cemitério islâmico’, considerando que essa não é de momento uma questão prioritária.
À margem da visita à empresa Dorlimpa, Miguel Albuquerque foi confrontando com essa ‘reivindicação, na sequência da morte de um imigrante, vítima de acidente de trabalho, na construção civil, relevando que “é um problema que compete a essas associações decidirem o que querem fazer”
Obviamente, “lamento a morte, foi um acidente de trabalho, infelizmente, mas neste momento essas não são questões prioritárias para a Região”, conforme as sua palavras, reforçando que “é uma questão que neste momento não esta na ordem do dia”.
Na mesma ocasião, na sequência de reajustamentos efetuados ao nível do PRR que, dado os prazos apertados de execução obrigam a uma redução de camas para cuidados continuados e lares, Albuquerque admite que o Governo Regional terá de se ‘chegar à frente’.
Assim, por exemplo, “no caso do Lar de São José, no Carmo, a ideia é aumentarmos o número de camas que inicialmente estava previsto e depois fazemos um apoio através de um contrato programa”, disse, garantindo que “se há duas áreas que são essências para a Madeira, neste momento, é a habitação e os lares”. E, “por conseguinte, devido à complexidade do projeto e aos prazos muito curtos do PRR, infelizmente não tivemos possibilidade de apoiar esse projeto, porque todas as obras têm de ficar prontas até julho, mas dado o imperativo de suprimos essa necessidade e arranjarmos mais vagas nos lares, vamos avançar com um contrato programa com Lar de São José”, reforçou.
Dorlimpa, uma lavandaria industrial do Grupo Dorisol, o anfitrião foi ao administrador António Jardim Fernandes. A empresa agrega 65 funcionários e é responsável pela lavagem de cerca de 30% do material da hotelaria madeirense, tendo faturado 3,5 milhões de euros em 2025. Mas, quer mais. “Temos alguns desafios, comos seja entrar mais em segmentos como o alojamento local e também na área da saúde”, além de que, “vamos também agora investir na autonomização, que é a parte das fardas e uniformes de empresas”, projetou o responsável.