O CDS Madeira viu reforçado o seu peso institucional no CDS nacional depois do Congresso deste fim de semana, em Alcobaça. Pela primeira vez, o CDS da Região está representado em todos os órgãos do partido com oito dirigentes.
José Manuel Rodrigues foi reeleito presidente do Congresso depois de ter tido uma atuação decisiva no processo que conduziu à unidade do partido e à reconciliação de posições entre a Juventude Popular e o CDS, depois do apelo que fez nesse sentido.
A autonomia estratégica do CDS, em relação ao PSD, seu parceiro de coligação nos três Governos existentes em Portugal, foi o tema central do Congresso.
Rodrigues foi o mediador das conversações entre o líder nacional, Nuno Melo, reeleito neste Congresso, e a presidente da JP, Catarina Marinho.
De acordo com nota de imprensa, o CDS Madeira passa a ter na Comissão Política Nacional, para além de Rodrigues, que tem lugar por inerência, o presidente da Concelhia do Funchal, Pedro Pereira, e o presidente da JP Madeira, Leandro Silva.
No Conselho Nacional, foram eleitos o secretário-geral, Amílcar Figueira, a presidente da Concelhia de Santa Cruz, Lídia Albornoz, e João Pedro Sousa da Concelhia de São Vicente.
No Conselho de Jurisdição, foi eleito José Martinho Rodrigues, presidente da Concelhia de Santana e no Conselho de Fiscalização, o vereador à Câmara do Funchal Diogo Gomes Barreto.
Os centristas madeirenses passam assim de 5 elementos para 8 eleitos nos órgãos nacionais, para além das inúmeras inerências parlamentares e autárquicas, como a deputada Sara Madalena e o presidente da Câmara de Santana, Dinarte Fernandes.
O antigo líder regional, Ricardo Vieira, que participou neste Congresso, tem presença assegurada no grupo de trabalho que vai preparar o projeto de revisão constitucional do CDS.
Para além deste reforço em todos os órgãos nacionais, o CDS regional viu também inscrita na moção de estratégia, aprovada em Congresso, um conjunto de compromissos como a ampliação das Autonomia na revisão da Constituição, o cumprimento do princípio da continuidade territorial, a garantia da mobilidade dos portugueses das ilhas, a revisão da lei de finanças regionais e assunção por parte do Estado dos custos de insularidade e dos custos de soberania.