O Governo Regional assinou hoje um memorando de entendimento com a Fundação Oceano Azul, a ARDITI e o programa Pristine Seas da National Geographic Society, com o objetivo de estabelecer parcerias estratégicas para a conservação e valorização do oceano.
Através desta parceria, a Região avança com um programa de ação que terá o objetivo de avaliar, gerir e reforçar a Rede de Áreas Marinhas Protegidas.
Integradas nessa estratégia, a ARDITI tem já programadas duas expedições para os próximos dois anos. A primeira, já este ano, será focada nos ecossistemas costeiros da Madeira, Porto Santo e Desertas, avaliando o seu estado ecológico, biodiversidade e saúde dos ecossistemas marinhos.
Já em 2027, uma segunda expedição será realizada às Selvagens e águas oceânicas adjacentes, “que marcará uma nova etapa no estudo tecnológico do oceano profundo, recorrendo a meios oceanográficos de vanguarda, incluindo veículos autónomos e sistemas remotamente operados”, adiantou Rui Caldeira, presidente da ARDITI.
De acordo com o Governo Regional, o memorando de entendimento assinado esta quinta-feira deverá contribuir para duas metas, que consistem em “proteger efetivamente 30% do mar da Madeira até 2030, e garantir proteção total em pelo menos 10% dessa área”.
“Este esforço assenta na valorização do capital natural marinho e na integração entre ciência, políticas públicas e atividades económicas”, revela ainda o executivo.
Com uma duração inicial de três anos, o programa combina conhecimento científico e expedições no terreno, estudos técnicos e jurídicos, parcerias institucionais, e envolvimento da sociedade civil e dos setores económicos.
O foco passa por uma abordagem integrada que articula proteção, gestão, valorização e ciência oceânica.