O mandatário regional da candidatura de António Filipe às Eleições Presidenciais, Artur Andrade, apresentou hoje as principais ideias que definem a intervenção do candidato, quanto aos direitos sociais, sublinhando que esta é a candidatura assume o compromisso inabalável de “cumprir e fazer cumprir” a Constituição da República Portuguesa e proteger os direitos de quem vive e trabalha.
Para Artur Andrade, a Lei Fundamental não pode ser tratada como um conjunto de intenções teóricas. “Esta candidatura surge para garantir que os direitos sociais de Abril sejam uma realidade vivida pelos cidadãos e não apenas palavras escritas no papel”, afirmou o mandatário.
O mandatário regional criticou duramente o estado atual dos serviços públicos, classificando como “inaceitável” o tempo de espera de meses por uma consulta médica, ou uma cirurgia.
Artur Andrade foi particularmente incisivo no que toca ao direito à saúde: ”É inadmissível que existam ruturas de stock de medicamentos essenciais para o cancro. Um Presidente da República não pode assistir a isto com indiferença. António Filipe usará todos os seus poderes constitucionais, com especial foco na sua magistratura de influência, para garantir que o Estado e o Governo Regional cumpram os seus deveres. É fundamental garantir, como está consagrado na constituição, o direito à habitação, à saúde, à escola pública, à segurança social, à defesa do ambiente, e estes direitos sociais, não são apenas para estarem escritos e não podem servir para enriquecer interesses e agendas privadas, devem ser direitos efetivos do povo Português...”
A candidatura aponta o dedo às opções políticas tanto do Governo da República como do Governo Regional, acusando-os de estarem mais focados em resolver os problemas das grandes empresas e dos grupos privados do que as necessidades das populações.
”Vemos uma vontade constante de servir os interesses privados enquanto quem trabalha e paga os seus impostos é deixado para trás. Com António Filipe como Presidente da República Portuguesa, isso terá uma oposição firme”, garantiu Artur Andrade. “O Presidente deve ser o garante de que os serviços sociais conquistados com a Revolução de Abril pertencem ao povo e são para servir o povo”, concluiu.