Cinco anos depois do lançamento da vila nómada da Ponta do Sol, o projeto Digital Nomads Madeira Islands mantém-se como uma das marcas mais reconhecidas da estratégia regional de atração de trabalho remoto.
O presidente executivo da Startup Madeira, Carlos Soares Lopes, faz um balanço “claramente positivo” de uma iniciativa que nasceu em plena pandemia e acabou por projetar a Região a nível internacional.
Embora a vila nómada tenha sido o epicentro inicial, existem hoje comunidades ativas também na Calheta, Funchal, Machico, Santa Cruz, Santana e Porto Santo. A descentralização, admite Carlos Soares Lopes, não estava previamente delineada, mas acabou por acontecer de forma natural, à medida que surgiam entidades interessadas em integrar a dinâmica.
Dados da plataforma Nomads indicam que o gasto mensal médio de um nómada digital na Madeira ronda atualmente os 2.500 dólares (cerca de 2.300 euros). Nos meses de inverno, altura de maior afluência e estadias mais prolongadas, a Região poderá acolher entre 1.000 e 1.500 nómadas em determinados períodos. Fazendo contas, este fluxo poderá até atingir um impacto mensal na economia regional de 3,45 milhões de euros na referida época.
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