MADEIRA Meteorologia

Albuquerque espera ver assumidos no Orçamento de Estado compromissos com Montenegro

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
27 Outubro 2025
13:18

O presidente do Governo Regional da Madeira manifestou confiança de que os compromissos assumidos pelo Executivo nacional serão refletidos no Orçamento do Estado (OE) que começou hoje a ser discutido na Assembleia da República, alertando, contudo, para a necessidade de a Região não ficar “isolada em termos orçamentais”.

“Espero que a gente também não fique isolado em termos de orçamento”, afirmou, recordando que já reuniu com o primeiro-ministro Luís Montenegro - “neste momento, ele é o meu interlocutor” - com quem acertou dois pontos “muito importantes” que deverão ser “consagrados no Orçamento de Estado” e que são “questões fundamentais para a Madeira”.

Em concreto, e em declarações aos jornalistas à margem da inauguração do Núcleo Museológico de São Filipe, no Largo do Pelourinho, Miguel Albuquerque, destacou a correção da situação resultante do crescimento económico da Região, cujo PIB já ultrapassa o nacional.

“Vamos fechar este ano com possivelmente mais de 8 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de mais de 83% em dez anos”, disse, sublinhando que, devido à atual Lei das Finanças Regionais, a Madeira deixou de receber fundos de coesão, apesar da sua condição ultraperiférica. Segundo o líder madeirense, tal como no ano anterior, o Estado deverá transferir cerca de 79 milhões de euros para compensar essa lacuna.

Para além disso, espera que haja uma compensação extraordinária, estimada em 75 milhões de euros, associada a custos acrescidos em setores como na Educação e na Saúde, ou subsistemas ligados às Forças Armadas, para além da necessária prorrogação do regime do Centro Internacional de Negócios. “As Canárias já o fizeram. Não sei porquê andamos aqui a empalhar esta questão”, criticou.

Relativamente ao salário mínimo na Região, o governante admitiu uma nova atualização do ordenado mínimo, “possivelmente acima da inflação”, mas remeteu detalhes para a apresentação do orçamento, desta feita, do regional. Em paralelo, e tal como já tinha referido na semana passada, numa visita a uma empresa, o governante prevê a redução da taxa de IRC para 13% e a aplicação de um diferencial de 30% no IRS até ao nono escalão, medida que considera representar “devolução de rendimentos”, que poderá representar mais um salário num ano.

OPINIÃO EM DESTAQUE

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

O que achou do desfile de Carnaval?

Enviar Resultados

Mais Lidas

Últimas