Portugal está tão estranho que apetece desligar. Fazer como naquele terrível quadro de Brueghel, em que os amantes se beijam indiferentes, enquanto os esqueletos, símbolos da morte, invadem o mundo.
Aos Portugueses, uma Constituição nunca referendada pelo Povo Soberano impõe o “caminho para o socialismo”. O que, nos termos da mesma Constituição, eu recuso cumprir.
A “classe política” colabocionista com o desmando de Portugal, à boa maneira portuguesa vai dizendo que é só um “preâmbulo”, que está lá, mas não é para cumprir!
Veja-se!
Espere o Leitor que a mediocridade governativa vigente acabe por nos entregar de novo aos “vermelhos”, e então vai ver se o “caminho do socialismo” é ou não, antidemocraticamente, para cumprir e ser concretizado!...
Nessa altura, não se admirem que os “idiotas úteis” de hoje, prolíferos em “profissões de fé” democráticas, então façam mais uma “profissão de fé” ... no marxismo!
Tanto o corporativismo do impropriamente autodenominado “Estado Novo”, como o “caminho do socialismo” que este País membro da União Europeia assume viver em lassidão irresponsável, ambos os Regimes colocaram os Portugueses numa completa dependência do Estado.
De tal maneira que, por exemplo, hoje falar-se de Liberalismo, é como falar de outro planeta.
Pior. O Sistema Político português decorre sob uma mancebia entre pseudo-élites políticas e o grande Capital.
O que trouxe a proletarização da Classe Média, hoje em extinção, com base na mentira de um igualitarismo impossível entre as Pessoas e que não passa de sucessivos desastres governativos a “nivelar por baixo”.
Assim, tal mancebia grande Capital-pseudo-élites políticas, conseguiu mão-de-obra barata, institucionalizar a subsídio dependência, manter baixos os Salários, recorrer à Imigração.
Claro que se a uns é permitido viver sem trabalhar para o Poder assim estabelecido ganhar votos, tem de se recorrer à Imigração. Que faz os seus descontos para a Segurança Social, mas que Esta, um dia, também terá de Lhe pagar.
Juntando todo este descalabro nacional ao novo “modelo” de “turismo de massas”, temos falta de Habitação; subida da inflação principalmente nos bens de consumo imprescindíveis às Famílias; Serviços Públicos com carga a que não podem dar resposta material, nem financeira; excesso de população sobre o mesmo território disponível, pondo em causa o próprio ecossistema; quebra de Qualidade de Vida, etc., etc.
Mas tudo isto não é novidade, dado o que aqui já expliquei sobre a maneira como poderosas forças económicas e ocultas tomaram o “Poder de facto” em Portugal. E tudo desgraçadamente ocorre na situação internacional, talvez a mais perigosa depois da II Guerra Mundial, a par da “crise de Cuba” ao tempo de Kennedy.
A começar pela “classe política” e os seus arautos que diariamente nos enganam através da denominada “informação”!
Existe uma maioria legal na Assembleia da República que permite rever a Constituição e acabar com esta “paródia”. O Povo Soberano assim o decidiu ao eleger o Parlamento nacional.
Se os Partidos políticos que têm na mão tal revisão, recusam cumprir a expressão livre do Povo Soberano, então há que rapidamente desencadear as necessárias movimentações internas para substituir as respectivas direcções nacionais.
Ou, em alternativa, muito mais demorada, criar novas forças políticas para o efeito.
Por outro lado, o Presidente da República não tem qualquer competência na matéria e está constitucionalmente obrigado a promulgar uma lei de revisão da Constituição.
Mais. Durante os seus primeiros seis meses do mandato, nem pode dissolver a Assembleia da República.
O TEMPO URGE e era bom que todas as transformações necessárias decorressem nos termos da Constituição agora em vigor.
Senão...