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ADN diz que Madeira tem feito pouco para mitigar consequências de catástrofes

Data de publicação
23 Maio 2024
17:47

“A sequência de notícias e o recente simulacro, seguido pelo 2º Congresso de Emergência Pré-Hospitalar, trouxeram à tona preocupações profundas do partido ADN em relação à falta de medidas adequadas por parte dasautoridades na protecção da vida dos madeirenses”, escreve o candidato Miguel Pita em comunicado enviado às redações.

Leia a nota de imprensa do ADN assinada pelo candidato Miguel Pita:

“Mesmo após várias catástrofes na Madeira, os organismos de salvamento e protecção civil continuam a negligenciar acções essenciais, recorrendo às mesmas justificações utilizadas no desastre de 20 de Fevereiro, atribuindo aculpa exclusivamente às forças da natureza.

Após todos estes anos, a tutela só agora se apercebe de que a maioriadas infraestruturas críticas do arquipélago estão situadas em áreas derisco extremo, sendo as primeiras a serem atingidas em caso de sismo, tsunami e aluviões. Estas infraestruturas incluem portos, unidades deprodução de energia elétrica, reservas de gás e petróleo, estações detratamento de esgotos, e instalações de cuidados de saúde.

No Porto Santo, por exemplo, a reserva de alimentos está situada juntoao mar, assim como a única unidade de dessalinação de água, fundamentalpara o abastecimento de água potável. Além disso, muitas instalações debombeiros e esquadras, essenciais nas primeiras acções de resposta, estão construídas sobre linhas de água, comprometendo a suaoperacionalidade em caso de catástrofe.

E o que foi feito até agora? Que medidas foram tomadas para mitigar estas situações além de simulacros pouco realistas, onde tudo terminabem? A verdade é que falharam no planeamento e na autorização daconstrução destas infraestruturas em locais de risco. Não háresponsáveis e, pior ainda, não existem soluções realísticas pararesolver ou mitigar estes problemas. Continuam a planear construções de infraestruturas em áreas de risco, como a futura esquadra da PSP da Ponta do Sol, localizada junto a uma linha de água onde já existem escola, centro de saúde e piscina.

Em caso de catástrofe, se as instalações de produção de energia eléctrica forem atingidas, a região ficará sem soluções viáveis para garantir o fornecimento de energia até a chegada de ajuda externa. A tão apregoada “autonomia” dará lugar a um pedido de auxílio à República, devido à incompetência das autoridades locais.

Uma solução prática, seguindo o exemplo da Ucrânia em ambiente de guerra, seria a instalação de geradores de potência média a elevada, com reservas de combustível suficientes para pelo menos uma semana. Istopermitiria a reposição de energia em instalações provisórias deemergência, localizadas fora das áreas de risco previamente identificadas. Além disso, devem ser criadas reservas de combustívelpara veículos de emergência, novamente suficientes para um mínimo de umasemana e localizadas fora das zonas de risco.

O partido ADN defende a implementação imediata destas e outras medidas, considerando o tempo necessário para a aquisição, produção e entrega destes equipamentos. Após uma catástrofe, será tarde demais para agir. Não se pode evitar todas as consequências das forças da natureza, mas a inércia, a negligência e a irresponsabilidade não são soluçõesaceitáveis. É imperativo agir antes que seja tarde.”

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