O Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil foi hoje ativado no território nacional, devido à previsão de “agravamento do cenário de risco para pessoas e bens” nos próximos dias, após a destruição causada pela depressão Kristin.
A ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil (PNEPC) foi aprovada por unanimidade na primeira reunião extraordinária de 2026 da Comissão Nacional de Proteção Civil (CNPC), a que presidiu a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, refere um comunicado da CNPC.
Esta decisão, prende-se com a “elevada precipitação esperada e seus impactos do ponto de vista hidrológico, nomeadamente ao nível de cheias e inundações (...), efeitos [que] incidem de forma cumulativa sobre um território já afetado pelas consequências da recente depressão Kristin”, refere o comunicado.
“Com a ativação do PNEPC ficam preventivamente garantidos mecanismos de coordenação reforçados, integrados e de âmbito nacional”, indicou a CNPC, destacando “em particular, o estabelecimento de um fluxo de informação ininterrupto entre todas as áreas governativas e as entidades envolvidas, em apoio à direção do plano”, que será assumida pela ministra.
A CNPC precisou também que “os mecanismos previstos no PNEPC serão acionados de forma gradual e flexível, em função da evolução da situação e sempre que tal se revele necessário, com o objetivo de assegurar uma resposta eficaz e articulada à situação de risco”.
Segundo a Comissão Nacional de Proteção Civil, órgão de coordenação política em matéria de proteção civil, na reunião “participaram os responsáveis das várias entidades que integram o Sistema Nacional de Proteção Civil”, que não fizeram declarações à comunicação social, e “os trabalhos centraram-se na análise da situação hidrometeorológica adversa e na avaliação da sua evolução previsível”.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.
A Câmara da Marinha Grande contabilizou ainda uma outra vítima mortal no concelho.
No sábado, outros dois homens morreram ao caírem dos telhados que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.
Na madrugada de hoje, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra e Santarém são os distritos que registaram mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi hoje prolongada até 08 de fevereiro, numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros.