A presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Rubina Leal, recebeu, hoje os auditores do Curso de Defesa Nacional 2025/2026,
Na sua intervenção, a Presidente destacou que, “num mundo em que o Atlântico reassume uma relevância crescente — quer no plano económico, quer no plano da segurança e defesa —, a localização da Madeira reforça o papel de Portugal como ponte entre diferentes espaços geopolíticos”. No entanto, enfatizou que “a importância da Região não se esgota na sua posição geográfica. A Madeira projeta-se, de forma decisiva, na dimensão marítima que acrescenta ao território nacional, contribuindo para uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas da União Europeia e reforçando a presença atlântica de Portugal”.
Rubina Leal salientou ainda que “esta realidade abre um vasto conjunto de oportunidades, particularmente no âmbito da economia do mar, da investigação científica, da exploração sustentável de recursos, da monitorização ambiental e da inovação tecnológica. Sublinhou ainda que o processo de extensão da plataforma continental poderá ampliar significativamente a área marítima sob jurisdição nacional, aumentando a responsabilidade de Portugal na gestão, proteção e valorização do oceano”.
Neste enquadramento, defendeu “a necessidade de o país se assumir plenamente como uma nação atlântica, reconhecendo o valor estratégico do seu território marítimo e definindo uma visão clara e integrada para estas áreas. Referiu, nesse sentido, a importância do pensamento estratégico nacional, particularmente num momento de renovação institucional ao mais alto nível, com um novo Chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas”, sublinhando a necessidade de alinhamento entre defesa, desenvolvimento e sustentabilidade.
A Presidente destacou também que “a Autonomia Regional deve ser entendida como um contributo para a força e coesão do Estado, e não como um obstáculo, sendo essencial compreender as especificidades e idiossincrasias das Regiões Autónomas no quadro da estratégia nacional. Reforçou que a Madeira não é uma periferia, mas sim um ativo estratégico que acrescenta território, mar e projeção internacional a Portugal”.
Concluindo, Rubina Leal sublinhou que “compreender Portugal implica necessariamente compreender a sua dimensão atlântica e o papel das Regiões Autónomas”, defendendo “que a Madeira e os Açores representam um contributo essencial para a afirmação do país no contexto europeu e global, bem como para a segurança nacional e a estabilidade no espaço euro-atlântico”.