A secretária regional da Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, defendeu, ontem, uma maior convergência entre a economia e a solidariedade social, considerando que ambas são essenciais para reforçar a coesão social.
As declarações foram proferidas à margem do jantar do Montepio Associação Mutualista, iniciativa que reuniu associados, clientes e dirigentes do setor social, e que serviu para assinalar o papel do mutualismo enquanto modelo assente na entreajuda e solidariedade.
Na sua intervenção, Paula Margarido destacou o contributo histórico das Misericórdias, das IPSS e do setor mutualista na proteção das populações mais vulneráveis, defendendo que “nenhuma sociedade consegue avançar de forma equilibrada se deixar para trás os mais frágeis”.
A governante sublinhou ainda que estas instituições “trabalham com proximidade, com dignidade, com humanidade” e são muitas vezes as primeiras a chegar “onde existe sofrimento”.
“A economia e a solidariedade não podem caminhar separadas”, afirmou, acrescentando que “uma sociedade verdadeiramente desenvolvida não é apenas aquela que cresce economicamente, é aquela que transforma esse crescimento em bem-estar, em inclusão e em oportunidades para todos”.
Paula Margarido elogiou também o papel do Montepio enquanto exemplo de “uma visão da economia com consciência social”, defendendo o reforço da cooperação entre o setor público, o setor social e as instituições da economia social.