No conjunto, a entrevista concedida ao JM pelo histórico socialista no Funchal centrou-se na memória do 25 de Abril e nos desafios atuais da democracia, mas foi a leitura sobre a Madeira, e a insistência na alternância política como condição de “saúde da democracia”, que dominou o seu diagnóstico político, acompanhado da admissão explícita de que o próprio PS tem responsabilidades na ausência dessa mudança.
“Eu nunca digo que a culpa é só dos outros. A culpa também é nossa. Nós temos de saber interpretar o porque é que, até agora, não conseguimos ganhar as eleições, aqui, no plano regional”, observou João Soares.
Parte da conversa mantida com o JM, foi dedicada à análise da ascensão do populismo e ao contexto internacional.
Para o histórico socialista, a resposta passa pela defesa da memória histórica e dos valores democráticos. “Os valores da democracia são os mesmos. É preciso, como dizem os americanos, «back to basics». Voltar às coisas fundamentais. A liberdade é só uma. Não há trinta versões para a liberdade”.
Leia na íntegra na edição impressa de hoje do seu JM.