O PS-M pretende diversificar o Registo Internacional de Navios da Madeira (RIN-MAR), diz Carlos Pereira. No entanto foi o mesmo PS-M com assento na AR que foi incapaz de defender o CINM ou o RIN-MAR. Nem conseguem convencer os colegas de bancada continentais!
O PS-M diz que se votarem nele, garantem reforço dos apoios à habitação. Esquecem-se, porém, de dizer ao eleitorado que a habitação é competência da ALRAM e GRM e que as eleições de agora são para a AR.
O PS-M defende mais apoios a fundo perdido para as empresas, porém não diz com que dinheiro. Este PS-M, o mesmo que afundou o CINM na passada legislatura, diz-se agora amigo do empresário.
O PS-M indignou-se pelo facto de Rui Rio não vir à Madeira. Pena que não se tenha indignado pelo facto de António Costa, que nada fez pela RAM (veja-se o caso do Hospital, da navegabilidade do Aeroporto, do CINM, do RIN-MAR, etc.) ter vindo pedinchar votos e ser bajulado pelos defensores da subsídio-dependência e do colonialismo político de Lisboa.
O mesmo PS-M que agora promete redução de propinas (quando lá andou faz anos na AR sem concretizar tal promessa) e que defende maior financiamento à UMa, não foi capaz de contestar o Governo da República aquando da última proposta de OE… Que diferença é que fará agora!?
Quem se tornou inútil na defesa dos superiores interesses económicos, fiscais e sociais da Região Autónoma da Madeira não foi o PSD-M, mas sim o PS-M. A sucursal do Largo do Rato mais não faz que carimbar toda e qualquer proposta do PS nacional, seja ela boa ou má para a Região Autónoma da Madeira.
Tal como António Costa, o PS-M, enquanto sucursal menor do roseiral, olha para a Madeira e Porto Santo como meros municípios autónomos os quais importa ganhar a todo o custo como contrapartida da falsa promessa de ascensão partidária. O PS-M, ao contrário do autonómico PSD-M, não possui qualquer influência, seja em São Bento ou no Largo do Rato. Mas a maior anedota destas legislativas é o anedótico PS-M querer assumir-se como paladino da Autonomia, quando na verdade a trai ao subscrever um programa eleitoral assente no colonial-centralismo e subserviência fiscal e económica face à metrópole. Exemplos não faltam.
P.S.: Convidar um Açoriano apparatchik para fazer campanha pelo PS na Região Autónoma da Madeira é a segunda maior anedota destas legislativas.