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Artigo de Opinião

9/01/2024 08:00

“Podem ter derrubado o nosso governo mas não derrubaram o Partido Socialista”.

Esta frase foi o destaque da intervenção que António Costa fez na abertura do congresso socialista deste fim de semana.

Congresso que consagrou Pedro Nuno Santos como o primeiro candidato a primeiro-ministro que tomou decisões por WhatsApp, para mandar pagar meio milhão de euros a uma administradora.

É verdade que o governo de António Costa foi derrubado. Pelos milhares de euros em notas espalhados no gabinete do seu braço direito, entre garrafas de vinho, pelo meio de livros e escondidos em prateleiras e gavetas.

Foi derrubado pelas trapalhadas dos seus ministros, onde pontificou o próprio Pedro Nuno Santos. Aliás, os portugueses já tiveram a oportunidade de assistir ao calibre e às qualidades de governante que o sucessor de Costa possui.

Ele decide por impulso. Ele manda publicar decisões no Diário da República aproveitando a ausência no estrangeiro do seu chefe de governo. Ele tem problemas graves de memória, que o fazem não se lembrar de decisões que tomou, como quem se esquece se tomou dois ou três cafés ontem.

Mas Pedro Nuno Santos também fazia parte da mesma equipa de governação, que António Costa lamenta ter sido derrubada.

Aquela que tinha o super-ministro Galamba, uma espécie de espertalhão faz tudo, que está indiciado (e cito o Expresso para não dizerem que exagero) pela equipa de procuradores da Operação Influencer “(...) como o mentor de um plano criminoso para beneficiar a Start Campus (...)”.

Em suma, estes governantes moderninhos do PS estão indiciados por terem feito uma lei à medida dos interesses de uma empresa.

É esta nova geração de políticos e de governantes socialistas, aquela que António Costa quer defender ao dizer que “...derrubaram o governo, mas não derrubaram o Partido Socialista”?

Em abono da verdade, temos de reconhecer que – excetuando o socialista José Sócrates - não há memória de governo tão trapalhão, tão cheio de polémicas, tão desacreditado com demissões umas atrás das outras como este de Costa.

Todo ele estava recheado da tal “nova geração de políticos” onde pontificou – e asneirou Pedro Nuno Santos.

Especialista em fazer acordos com radicais de esquerda como são os Bloquistas e os Comunistas ortodoxos, como o PCP, Pedro Nuno Santos já mostrou bem como está disponível para ceder a esta esquerda que quer ocupar casas não habitadas, taxar mais as empresas e matar a liberdade de escolha no ensino.

O mais inacreditável é a naturalidade com que este PS fala na necessidade de resolver problemas na saúde, na educação e na habitação, quando são eles quem governam o país há anos e os portugueses vivem a surrealista realidade de terem de saltitar de hospital em hospital para ver qual a urgência aberta ou esperam 18 e mais horas para serem atendidos.

Com o maior dos desplantes, depois de estarem num conflito sem precedentes com os professores, ignorando que os jovens sem aulas são a maior tragédia para o nosso futuro, agora como teremos eleições em março já admitem que importa ter abertura para uma solução faseada!

Está visto que agora os portugueses têm pela frente a maior ameaça à democracia dos últimos 50 anos: o Partido Socialista recauchutado, com os mesmos incompetentes a quererem fazer-se passar por novos e competentes!

OPINIÃO EM DESTAQUE
Coordenadora do Centro de Estudos de Bioética – Pólo Madeira
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A finitude da vida é um tema que nos confronta com a essência da nossa existência, levando-nos a refletir sobre o significado e o propósito da nossa passagem...

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