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Artigo de Opinião

24/10/2022 08:00

Estima-se que a comunidade portuguesa, constituída por portugueses e lusodescendentes além-fronteiras atinja os 5 milhões de pessoas e essa comunidade dá uma riqueza enorme ao nosso país. A multiculturalidade da nossa diáspora dá-nos características únicas, sendo relevantes nos países de acolhimento, onde a comunidade é significativa.

Dentro da nossa comunidade espalhada pelo mundo, o peso da comunidade madeirense é grande, com especial destaque para a Venezuela, África do Sul, Reino Unido e Ilhas do Canal, assim como no Brasil, EUA e Austrália. Desde há muitas décadas que os fenómenos migratórios regionais foram variando conforme as oportunidades que cada país tinha para oferecer a quem procurava oportunidades que não encontrava por cá.

A nossa maior comunidade fora da região, escolheu a Venezuela como país de acolhimento, estando lá presente há várias gerações. Um país com uma riqueza incrível, com pessoas fantásticas que souberam integrar bem os madeirenses. Uma sociedade que se orgulha do nosso país e isso reflete-se no ensino do português, que nesse país está com taxas de crescimento na ordem dos 30%.

Muitos são os casos de sucesso de madeirenses nesse país, mas nem tudo é um mar de rosas. Para além dos empresários de (muito) sucesso, dos grandes clubes onde Portugal (e a Madeira) brilha, há um sem número de nossos compatriotas a quem a sorte não sorriu. São precisamente esses a quem devemos dar especial atenção.

A solidariedade entre a comunidade é grande, várias são as associações locais que praticam a solidariedade, através de campanhas de angariação de fundos, de alimentos e outros géneros, tentando assim dar um maior conforto a quem necessita.

O Estado Português é também chamado a prestar apoios aos mais desfavorecidos, para tal, a Venezuela, assim como a África do Sul, são referidos no programa de governo e nos orçamentos de estado, como países a ter especial atenção no apoio à comunidade portuguesa. Essa tarefa cabe a Paulo Cafôfo, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, que tem a seu cargo zelar pelas nossas comunidades e saber acudir quando é mais necessário.

Foi precisamente isso que fez, na sua mais recente visita à Venezuela, onde acompanhou de perto várias associações que prestam apoio social às comunidades, através do apoio ao associativismo das nossas comunidades e da solidariedade entre associações.

Acompanhou o apoio que é dado às pessoas em situação de sem abrigo, que infelizmente conta com muitos portugueses, assim como acompanhou as vítimas da recente enxurrada que ocorreu na cidade de Las Tejerias. Uma localidade que com cerca de 300 portugueses e lusodescendentes, tendo falecido 3 portugueses, estando ainda uma pessoa desaparecida.

Os maiores danos sentidos pela nossa comunidade, foi ao nível dos seus negócios, tendo ficado vários completamente destruídos.

Feita a visita, depois do abraço sentido de conforto a essas pessoas, Paulo Cafôfo arregaçou as mangas e iniciou contactos com vista à rápida recuperação dos negócios de uma vida, para que a normalidade seja uma realidade no mais breve espaço de tempo.

Os nossos irmãos precisam e merecem toda a atenção do mundo. Não é tempo para politiquices, muito menos para festas regadas a poncha e whisky, é preciso focar e ajudar quem mais precisa da nossa ajuda.

OPINIÃO EM DESTAQUE
Coordenadora do Centro de Estudos de Bioética – Pólo Madeira
11/04/2024 08:00

A finitude da vida é um tema que nos confronta com a essência da nossa existência, levando-nos a refletir sobre o significado e o propósito da nossa passagem...

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