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Artigo de Opinião

Economista

19/10/2023 08:00

É importante olhar para exemplos bem-sucedidos em toda a Europa, como Malta, Luxemburgo, Países Baixos e Suécia, para entender a importância de abraçar a regulamentação das criptomoedas e a tecnologia blockchain. Estes países estão, aos poucos, a tornar-se centros financeiros emergentes por excelência no âmbito dos criptoativos, e essa escolha estratégica atraiu um fluxo constante de investimentos, gerando postos de trabalho altamente qualificados. Não podemos ignorar o facto de que a economia global está em constante evolução, e a Madeira deve acompanhar esse ritmo se quiser garantir um futuro próspero para a sua população.

O BE, no entanto, apesar de ser liderado por uma Economista doutorada (Mariana Rodrigues Mortágua), mais parece conduzido por um estudante de Economia do primeiro ano da faculdade que passa mais tempo nas praxes do que nas aulas, dado que ignora deliberadamente as oportunidades oferecidas pela revolução e regulamentação das criptomoedas e da blockchain. Ao condenar os esforços do Governo Regional da Madeira para atrair investimentos nesse setor, o BE está, na verdade, a enganar a população ao posicionar-se contra a criação de empregos de elevado valor acrescentado na Região. Este é um ato lesivo, prática habitual, que ameaça não só perpetuar a emigração dos jovens madeirenses em busca de oportunidades que a sua própria terra natal poderia oferecer, mas também obstaculizar a iniciativa privada enquanto motor gerador de emprego.

O Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) é um exemplo concreto de como a Região poderia criar um ambiente propício à incubação, captação e desenvolvimento internacional de empresas ligadas ao setor dos criptoativos e tecnologia blockchain. Este setor, em rápido crescimento, poderia criar inúmeras oportunidades de emprego para jovens madeirenses e proporcionar um impulso necessário à economia regional e à sua diversificação. No entanto, as deliberadas posições económicas e ideológicas do BE colocam em risco essas oportunidades, amarrando a Região a uma economia tradicional, com salários baixos, subsídio dependente e com poucas perspetivas para os jovens.

É essencial que os decisores políticos na RAM se mantenham alinhados com as tendências económicas globais e estejam dispostos a adotar e regular adequadamente as inovações que possam beneficiar a Região. A regulamentação das criptomoedas e da tecnologia blockchain é uma parte fundamental desse processo. Negar-se a fazer isso é, no mínimo, uma falta deliberada de visão e pior, um desrespeito para com os interesses e o futuro dos Madeirenses e Portossantenses.

Em vez de criticar os esforços do Governo Regional da Madeira, o BE, e o JPP, se têm conhecimentos técnicos para isso, têm de reconsiderar a sua posição e reconhecer o potencial destas tecnologias para transformar a economia regional, no âmbito do CINM, e criar oportunidades para os jovens! A Madeira não pode dar-se ao luxo de ficar para trás neste mundo cada vez mais digital e globalizado. É hora de olhar para frente, abraçar a inovação e garantir um futuro próspero para toda a população. O BE - "Bloco de Estultos", juntamente com o JPP, não podem ser um obstáculo nesse caminho para o progresso!

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