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Artigo de Opinião

4/04/2023 08:00

Para espanto, ou talvez não, ao fim de três reuniões e quando começaram a chegar as centenas de documentos solicitados, eis que boa parte do trabalho de cada reunião tem sido a de o socialista que preside tentar explicar como os deputados são pessoas sem credibilidade.

Uma vez que os documentos têm diferentes classificações: secretos, muito secretos, confidenciais e por aí abaixo, os deputados têm-se entretido com a análise de como "permitir" que estes - os deputados - numa sala vigiada pelos funcionários, sem papel, caneta, telemóvel e outros quaisquer apetrechos de "espionagem", sejam autorizados a ler os tais documentos.

Explica o socialista que isto é o que está na lei das Comissões de Inquérito. Que os documentos são muito sensíveis, pois têm segredos industriais, segredos comerciais e outras coisas da mais alta confidencialidade.

Importa aqui recordar que as Comissões Parlamentares de Inquérito gozam dos poderes de investigação das autoridades judiciais, que a estas não estejam constitucionalmente reservados.

Em suma, o que se pode concluir deste início de trabalhos, mesmo admitindo que estão a fazer tudo de acordo com a lei?

Quem faz as leis?

Os deputados.

O que colocaram na lei?

Que os deputados são pessoas nada confiáveis pelo que não sabem comportar-se à altura do lugar que ocupam, pelo que importa criar mecanismos para que estes não venham colocar na praça pública informações a que tiveram acesso, por via da função que desempenham, quando confidenciais ou reservadas.

Pergunto eu: os deputados consideram que os credibiliza estarem a discutir o seu acesso a documentos em salas vigiadas por funcionários e sem poderem ter os seus pertences pois desconfia-se da sua capacidade para cumprirem a lei, que é feita pelos próprios?

Não. Só os ridiculariza, uma vez mais!

É por estas práticas descredibilizadoras dos políticos, que os cidadãos legitimamente se interrogam: mas afinal quem é esta gente que nos representa? Se é assim, então metam lá os funcionários. Se são competentes para vigiar os deputados então são mais confiáveis do que estes!


2. Foi apurado que os bancos portugueses cobraram mais de 3 milhões de euros aos clientes em comissões indevidas em 2022.

Por via da ação fiscalizadora do Banco de Portugal, esse dinheiro foi compulsivamente devolvido.

Não deixa de ser mais um sinal que confirma aquilo que os Bancos insistem em ser: entidades de muito duvidosa idoneidade, que não hesitam em roubar os seus clientes com práticas certamente estabelecidas pelas suas administrações.

Só falta virem dizer que a culpa é do funcionário do balcão quem decide aplicar essa ilegalidade por sua iniciativa? Uma vergonha! Mais uma.

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