Seis sindicatos de enfermeiros marcaram uma greve que abrange a totalidade do Serviço Nacional de Saúde para os próximos dias 3 e 4 de novembro.
"O persistente autismo da ministra da Saúde, Marta Temido, não nos deixa alternativa", justifica Carlos Ramalho, presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR). "Cientes das consequências de uma greve para os nossos pacientes, restringimo-la a dois dias; não se trata, portanto, de uma semana, como chegou a ser propalado", explica Carlos Ramalho em comunicado enviado às redações.
Os objetivos desta greve, de acordo com o pré aviso da mesma, passam pela integração imediata nos mapas de pessoal das instituições de todos os enfermeiros com contratos precários no SNS; o cumprimento de dotações seguras através da admissão imediata de enfermeiros, respeitando a norma de cálculo de Dotações Seguras dos cuidados de enfermagem, bem como a consagração efetiva da autonomia das instituições para contratarem; a concretização da regularização e da abertura de concursos para todas as categorias, nomeadamente, Enfermeiro, Enfermeiro Especialista, Enfermeiro Gestor e para as funções de Direção.
"Sem enfermeiros motivados não temos um SNS saudável. É por isso que é importante o Governo responder às nossas reivindicações, para termos um SNS robusto e eficaz, como os portugueses merecem e precisam", considera Carlos Ramalho.
A lista de reivindicações desta greve inclui ainda a justa aplicação legal da "contagem de pontos" a todos os enfermeiros para efeitos de progressão na carreira, nos mesmos termos aplicados nas Regiões Autónomas; a abertura imediata das negociações com vista a uma Carreira de Enfermagem aplicável de igual modo a todos e que valorize todos os enfermeiros; corrija desigualdades, injustiças e discriminações; compense o risco, desgaste rápido e penosidade inerentes à profissão, designadamente no que respeita à atribuição de um subsídio de risco, assim como através de condições específicas de acesso à aposentação e um modelo de Avaliação do Desempenho justo, transparente e exequível, que considere as especificidades da profissão, que promova o desenvolvimento profissional e salarial dos enfermeiros, bem como o reforço do SNS.
REDAÇÃO