MADEIRA Meteorologia

Tejo regressa ao seu leito, mas ainda há zonas inundadas

Data de publicação
15 Fevereiro 2026
12:13

O rio Tejo já está a regressar ao seu leito, mas há áreas na Lezíria ainda inundadas, onde é necessário tempo para a água evaporar e a situação normalizar, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

“A situação do rio segue na mesma senda de ontem [sábado], a baixar os caudais, ainda vamos tendo algumas situações, mais na zona da Lezíria, mas aqui, no Médio Tejo, não lhe vou dizer que já está normalizada, mas o rio já se encontra no seu leito”, afirmou o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém, David Lobato.

Desde sábado que o nível do rio está a baixar progressivamente e a melhoria das condições climáticas, com uma redução da precipitação, está a fazer a situação “evoluir favoravelmente”, salientou o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo.

David Lobato salientou que é necessário aguardar agora que o nível do Tejo baixe em terrenos que ainda estão inundados, mas isso só acontecerá quando a água evaporar ou os terrenos a conseguirem absorver.

O regresso ao leito já era visível ao final do dia de sábado e os caudais “baixaram bastante” nas últimas horas, indicou.

“Neste momento estamos com um caudal de 3.700 metros cúbicos por segundo no Almoural”, Vila Nova da Barquinha, quantificou David Lobato, adiantando que a Proteção Civil distrital pode, na segunda-feira, se se mantiver ó quadro climático atual, baixar o nível de alerta de vermelho para laranja ou até para amarelo.

“Se se mantiver assim, vamos baixar o nível, em princípio para amarelo”, antecipou, referindo-se a uma reunião que a Proteção Civil distrital de Santarém vai realizar na segunda-feira.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo declarou situação de calamidade até hoje para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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