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Primeiro-ministro não “entra em diálogo” com Lucília Gago nem falou com líder do PS sobre sucessor

Data de publicação
10 Julho 2024
8:15

O primeiro-ministro afirmou que o Governo “não vai entrar em diálogo” com a procuradora-geral da República, sem comentar a sua entrevista, e disse não ter falado com o líder do PS sobre a sucessão de Lucília Gago.

Em declarações aos jornalistas antes de um jantar na residência oficial de Portugal em Washington, na terça-feira, no âmbito da cimeira da NATO, Luís Montenegro foi questionado sobre a entrevista de Lucília Gago, na segunda-feira à noite.

“Não vou fazer comentários, os partidos políticos disseram o que entenderam, o Governo não vai entrar num diálogo com a senhora procuradora-geral da República que está a exercer o seu mandato”, afirmou.

Questionado se já entrou em diálogo com o líder da oposição, o secretário-geral do PS Pedro Nuno Santos, sobre a sucessão de Lucília Gago, que está a meses de terminar o mandato, o chefe do Governo respondeu com uma palavra: “Não”.

Em entrevista à RTP na segunda-feira à noite, a procuradora-geral da República afirmou que nunca ponderou demitir-se, defendeu que há “uma campanha orquestrada” contra o Ministério Público (MP) e considerou “indecifráveis e graves” as declarações da ministra da Justiça sobre pôr “ordem na casa” no MP.

Lucília Gago disse também que o inquérito no âmbito da ‘Operação Influencer’ que visa o ex-primeiro-ministro “ainda decorre”, e negou qualquer “cuidado especial”, indicando que António Costa foi tratado como qualquer outro face a uma denúncia ou suspeita de crime.

Em resposta a uma outra pergunta dos jornalistas, Montenegro reiterou o seu pesar pela morte da anterior procuradora, Joana Marques Vidal, que já tinha expressado através da rede social X na terça-feira, deixando a sua consternação pessoal e de todo o Governo.

“Foi, entre outras coisas procuradora-geral da República, mas teve uma carreira preenchidíssima em áreas que por vezes passam ao lado das pessoas, como a proteção de crianças em risco, de pessoas mais vulneráveis”, disse.

Como PGR, considerou, deixou “muito boa memória pela sua competência e pela capacidade com que exerceu o seu mandato”,

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