O primeiro-ministro, Luís Montenegro, votou hoje antecipadamente para a segunda volta das eleições presidenciais e apelou para que os portugueses participem nas escolhas sobre o futuro do país, apesar do momento dificil devido aos estragos causados pela depressão Kristin.
“Acabei de votar, de forma antecipada, na segunda volta das eleições presidenciais. Apesar das preocupações e tarefas que a todos nos mobilizam por estes dias - e a que estou completamente dedicado - devemos cumprir com sentido de responsabilidade a nossa democracia e participar nas escolhas sobre o nosso futuro coletivo”, escreveu o também presidente do PSD na sua conta na rede social X.
O chefe do executivo votou na Escola Básica de 1º CEB nº2 de Espinho, no distrito de Aveiro, onde é residente, revelou à Lusa fonte do gabinete do primeiro-ministro.
“Somos capazes de fazer essa conciliação, como seremos capazes de superar os momentos de provação que enfrentamos. Com sentido de ambição e futuro”, salientou.
A administração eleitoral recebeu 308.501 inscrições de eleitores que pretendem exercer hoje o voto de forma antecipada em Portugal continental e nas Regiões Autónomas da Madeira e Açores, mais 90 mil do que na primeira volta, segundo dados enviados à Lusa pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).
Os distritos com maior número de inscritos são Lisboa (89.689), Porto (50.518), Setúbal (26.580), Braga (17.601), Aveiro (17.257), Faro (16.621), Coimbra (15.035), Santarém (12.242) e Leiria (11.663).
A votação antecipada em mobilidade é possível para os eleitores recenseados em Portugal que se inscreveram para exercer o direito de voto neste dia.
Por causa dos efeitos da tempestade, o local de voto antecipado em mobilidade foi alterado em seis municípios - Vieira do Minho, Alvaiázere, Leiria, Torres Vedras, Alcácer do Sal e Silves.
Os cidadãos elegem o próximo Presidente da República numa segunda volta no domingo depois de António José Seguro ter obtido na primeira volta 31,11% (1.755.563 votos) e André Ventura 23,52% (1.327.021 votos).
O vencedor do segundo sufrágio vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que termina o segundo mandato em março de 2026.