A Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional (ASCCGP) indicou hoje que no primeiro dia de provas físicas do concurso de recrutamento para guardas prisionais já ‘chumbaram’ candidatos suficientes para comprometer o preenchimento de todas as vagas.
De acordo com a informação sindical, as provas físicas que hoje se iniciaram já afastaram 28 dos 83 candidatos submetidos a testes.
Com o afastamento de 28 candidatos, do total de 247 candidatos para 225 vagas, restam 219, podendo o número ainda diminuir se houver mais candidatos não aprovados até ao final dos testes físicos.
Para Hermínio Barradas, presidente de ASCCGP, os dados reforçam a ideia na qual a estrutura sindical insiste de que é necessário rever a carreira e as suas condições de atratividade, para garantir um maior número de interessados nos concursos.
A associação sindical já tinha alertado também que este concurso não resolveria o défice de profissionais face ao elevado número de aposentações.
Na sua tomada de posse, o novo diretor-geral de reinserção e serviços prisionais, Orlando Carvalho, apontou o recrutamento de guardas prisionais como uma prioridade do seu mandato e que só pode ser resolvida com “um plano plurianual de recrutamento e incorporação face quer às necessidades, quer à perspetiva de aposentação de muitos desses trabalhadores”.
Na audição parlamentar este mês da equipa do Ministério da Justiça, a ministra Rita Alarcão Júdice deixou críticas aos sindicatos sobre este procedimento de contratação, apontando-lhes tentativas de desvalorizar a carreira e as condições salariais de entrada.