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Venezuela: Trump recebe quinta-feira María Corina Machado

Data de publicação
12 Janeiro 2026
19:50

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai receber na quinta-feira a líder da oposição venezuelana e vencedora do Prémio Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, indicou hoje um responsável norte-americano.

Trump sugeriu na semana passada que a opositora venezuelana, até agora afastada por Washington de assumir quaisquer responsabilidades políticas no seu país, devia dar-lhe o Nobel.

“Ouvi dizer que ela queria fazer isso. Seria uma grande honra”, disse Trump, que acredita merecer o galardão mais que ninguém.

O Instituto Nobel da Noruega logo refutou a ideia, esclarecendo que María Corina Machado não pode doar o Nobel da Paz ao Presidente dos Estados Unidos - como afirmou que gostaria de fazer, logo após o ataque militar norte-americano à Venezuela que retirou do poder Nicolás Maduro -, nem a qualquer outra pessoa.

“Uma vez anunciado, o Prémio Nobel da Paz não pode ser revogado, transferido ou partilhado com terceiros”, afirmou o instituto num breve comunicado.

“A decisão é final e irrevogável”, acrescentou.

O comunicado surgiu depois de María Corina Machado ter afirmado que gostaria de entregar ou partilhar o prémio com Trump, na origem da operação norte-americana para capturar o Presidente venezuelano, acusado nos Estados Unidos de quatro crimes federais: conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir tais armas em apoio de atividades criminosas, além de colaboração com organizações classificadas como terroristas por Washington.

“Eu adoraria poder dizer-lhe pessoalmente que nós — o povo venezuelano, porque este é um prémio do povo venezuelano — queremos entregá-lo a ele e partilhá-lo com ele”, disse a líder da oposição venezuelana ao apresentador da Fox News, Sean Hannity, a 05 de janeiro.

“O que ele fez é histórico. É um enorme passo para uma transição democrática”, acrescentou.

María Corina Machado dedicou o prémio a Trump assim que foi anunciada como vencedora do galardão.

O Presidente dos Estados Unidos fez campanha para ser distinguido com o Nobel da Paz desde que regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025, para um segundo mandato presidencial (2025-2029), afirmando ter posto fim a pelo menos oito guerras, o que não corresponde à realidade.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, voltou a defender hoje a decisão de Washington de lidar com a atual equipa no poder em Caracas, após a captura de Maduro pelas forças especiais norte-americanas.

“O Presidente e a equipa de segurança nacional fizeram uma avaliação realista do que estava a acontecer na Venezuela, e a decisão revelou-se a correta”, declarou Leavitt numa entrevista ao canal televisivo Fox News.

“Constatámos até agora que existe muita cooperação” por parte dos dirigentes venezuelanos, liderados pela Presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou Leavitt.

Pouco depois da captura de Maduro, agora detido nos Estados Unidos, Donald Trump declarou que María Corina Machado, que em dezembro secretamente deixou a Venezuela, não tinha qualificação para liderar o país.

O chefe de Estado norte-americano pretende ditar todas as decisões a serem tomadas por Caracas, particularmente em relação ao petróleo, até novas ordens, e hoje mesmo divulgou na rede social, Truth Social, uma montagem da sua imagem, na Wikipédia em língua inglesa, em que aparece identificado como “Presidente em exercício da Venezuela”.

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