Três ex-chefes de polícia do Bangladesh foram hoje condenados à morte pelas ordens de disparo sobre multidões nos motins de 2024 naquele país, em que morreram cerca de 1.400 pessoas.
Aquelas manifestações levaram à queda da então primeira-ministra, Sheikh Hasina, que está exilada na Índia desde que fugiu de território bengali, tendo a própria sido também condenada à morte, à revelia, em novembro.
Os três responsáveis policiais, incluindo o da capita, Daca, Habibur Rahman, foram condenados à pena de morte por enforcamento por terem autorizado disparos de munição real num bairro da capital em 05 de agosto de 2024.
O tribunal condenou a diversas penas de prisão cinco outros agentes da polícia, no mesmo processo.
“As forças policiais (...) abriram fogo com armas mortais (...), causando a morte de seis pessoas”, afirmou o juiz Golam Mortuza Mozumder, ao ler a sentença.
Diante da Imprensa, o procurador Tajul Islam declarou-se satisfeito com o julgamento que, como recordou, confirmou que os arguidos “tinham cometido crimes contra a humanidade”.
As eleições legislativas no Bangladesh estão previstas para 12 de fevereiro próximo.