A contestação dos taxistas no Porto do Funchal ainda marca a atualidade. Contudo, a manhã desta segunda-feira, coincidindo com a chegada dos navios cruzeiros Aida Cosma e Azura, não teve contestação.
Como se sabe, a Associação TáxisRAM critica a presença de autocarros turísticos junto às portas de desembarque dos grandes cruzeiros, alegando concorrência desleal. A presidente do conselho de administração da APRAM, Paula Cabaço, rejeita essas acusações e assegura que “quando um passageiro sai, olha para a esquerda e vê os autocarros, olha para a direita e vê os táxis e é livre de escolher”.
A responsável sublinha que a entidade portuária tem vindo a aproximar as praças de estacionamento para garantir “igualdade de oportunidades” e anuncia que decorrem negociações para rever o regulamento de acesso ao porto, com apoio de um consultor externo em direito portuário.
A presidente do conselho de administração da APRAM, Paula Cabaço, explicou ao JM que apenas “são autorizadas a entrar as viaturas para realizar excursões cujos operadores tenham contratos com as companhias de cruzeiros. Só esses entram para assegurar a realização das excursões”, afirmou, acrescentando que os táxis constituem uma exceção, sendo convocados previamente pela entidade portuária para prestar serviço no interior das instalações.
Sobre a origem do conflito, a responsável revelou que a TáxisRAM solicitou que os autocarros turísticos descapotáveis deixassem de estacionar junto às portas de desembarque e que não aceitassem passageiros de última hora.
Contudo, frisou que “esta é uma situação a que a APRAM não pode aceder nesta fase, enquanto decorre a revisão do regulamento e as negociações com todos os operadores”.
Recordou ainda que estes autocarros operam no porto há cerca de nove anos e que a sua localização junto às saídas dos navios resulta, muitas vezes, de pedidos das próprias companhias de cruzeiros para facilitar o embarque dos passageiros.