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Três canadianos em isolamento após surto mortal de hantavírus em cruzeiro

Data de publicação
08 Maio 2026
12:13

Dois residentes no Ontário e um cidadão no Quebeque encontram-se em isolamento e sob vigilância das autoridades de saúde pública canadianas após um surto mortal de hantavírus registado a bordo de um navio de cruzeiro.

“Os dois indivíduos são efetivamente residentes do Ontário e estão a ser monitorizados ativamente, em articulação diária com as autoridades locais de saúde pública”, afirmou esta quinta-feira a ministra da Saúde do Ontário, Sylvia Jones, durante uma conferência de imprensa.

Segundo a governante, o isolamento decorre desde o regresso dos passageiros ao Canadá, após o surto identificado a bordo do navio MV Hondius.

O surto de hantavírus no navio cruzeiro MV Hondius já causou três mortes e há cinco outros casos suspeitos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera baixo o risco para a população mundial.

A ministra canadiana dos Negócios Estrangeiros, Anita Anand, confirmou que um terceiro cidadão canadiano afetado se encontra no Quebeque, igualmente em isolamento.

As autoridades federais referiram que os três canadianos permanecem assintomáticos, embora especialistas alertem que os sintomas associados ao hantavírus podem demorar até um mês a manifestar-se após a exposição.

Sylvia Jones explicou que o período de monitorização poderá prolongar-se durante cerca de 30 dias, enquanto as autoridades acompanham eventuais passageiros potencialmente expostos que possam regressar ao Canadá.

“Estamos a receber atualizações regulares não apenas sobre estes dois indivíduos, mas também a preparar-nos para a possibilidade de existirem outras pessoas que possam regressar ao Canadá e ao Ontário”, declarou.

O surto aumentou as preocupações das autoridades sanitárias devido à possibilidade de transmissão limitada entre pessoas associada à variante em causa.

Responsáveis de saúde pública continuam a acompanhar os indivíduos potencialmente expostos, apesar de insistirem que o risco para a população canadiana permanece muito baixo.

O caso voltou a colocar em evidência a rapidez com que questões de saúde pública podem ultrapassar fronteiras internacionais através das viagens aéreas e marítimas.

Nos aeroportos e pontos de entrada internacionais canadianos, as autoridades mantêm vigilância reforçada, embora sublinhem que o hantavírus continua a ser uma doença extremamente rara no país.

Os hantavírus são vírus zoonóticos, caracterizados por infetar roedores, e diferentes espécies circulam na Europa, na Ásia e no continente americano. Apenas algumas das espécies estão associadas a infeção humana, caso em que podem causar doença grave.

Não existe vacina nem tratamento específico para este vírus, cuja estirpe dos Andes, detetada em passageiros do cruzeiro infetados, é a única em que se conhecem casos de transmissão entre humanos.

O cruzeiro onde foram registados os casos e, até agora, três mortes zarpou de Ushuaia, na Patagónia, a 01 de abril, para uma viagem através do oceano Atlântico, e os investigadores querem determinar se o contágio aconteceu em terra (na Argentina, no Chile ou no Uruguai), através de roedores, ou já a bordo do navio.

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