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Trabalhadores em greve paralisam terminais marítimos da África do Sul

JM-Madeira

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Data de publicação
12 Outubro 2022
18:27

Pelo menos 40 mil trabalhadores portuários na África do Sul mantiveram hoje pelo sexto dia consecutivo uma greve nacional para reivindicarem um aumento salarial de 13,5% na estatal Transnet, que gere os portos e caminhos-de-ferro do país.

A greve nacional dos trabalhadores da empresa pública sul-africana paralisou parcialmente desde sexta-feira passada os principais portos marítimos da África do Sul, um dos maiores produtores mundiais de minério de ferro.

O Partido Comunista da África do Sul (SACP), parceiro na coligação governativa juntamente com a confederação sindical COSATU e o partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC), anunciou hoje a sua adesão à greve juntamente com a Federação dos Sindicatos da África do Sul (Fedusa).

Os sindicatos em greve, o Sindicato Nacional Unido de Transportes (Untu) e o Sindicato Sul-Africano dos Trabalhadores dos Transportes e Seus Aliados (Satawu), anunciaram hoje que os trabalhadores rejeitaram uma nova proposta de aumento salarial de entre 4% e 5%.

"Essas autoridades não devem usar os seus próprios problemas de corrupção nos últimos 10 anos e a crise da economia como uma desculpa conveniente para não dar aos trabalhadores 13% de aumento", referiu à imprensa local o dirigente comunista no Cabo Ocidental Benson Ngqentsu.

Os sindicatos reivindicam um aumento salarial acima da inflação superior a 7,6%.

Na quarta-feira, o governo sul-africano anunciou em definitivo um aumento salarial para funcionários públicos de 7,5%, mas dividido em duas partes: um pagamento mensal de 4,5% que não conta para a reforma na ordem de 8,000 rands (451,18 euros), e depois um aumento salarial previdenciário de 3% para todos os trabalhadores.

Em agosto, a agência nacional de estatística sul-africana, StatsSA, informou que a inflação anual dos preços ao consumidor atingiu um novo pico de 13 anos, passando de 7,4% em junho para 7,8% em julho.

A mineradora Kumba Iron Ore, mineradora do grupo Anglo Americann e que é um dos maiores produtores mundiais da indústria siderúrgica global, advertiu na segunda-feira que a produção para exportação será afetada em cerca de 120.000 toneladas por dia, segundo um comunicado da empresa a que a Lusa teve acesso.

A Kumba produz minério de ferro na África do Sul nas minas Sishen e Kolomela na província de Cabo Setentrional, exportando para vários países da Europa e Médio Oriente, China, Japão e Coreia do Sul.

A Thungela Resources, maior exportadora de carvão térmico da África do Sul, disse que uma greve prolongada de duas semanas reduziria em pelo menos 300.000 toneladas a sua produção para exportação, segundo a imprensa sul-africana.

A greve da Transnet coloca também em "risco" a indústria de alimentos e bebidas da África do Sul, segundo a Câmara de Negócios Agrícola da África do Sul.

Por seu lado, a Associação de Produtores de Citrinos da África Austral estimou que a greve poderá afetar a exportação de mais de 185.000 toneladas de fruta destinada a vários mercados internacionais.

Mais de 60% da exportação de citrinos da África do Sul é feita através do porto de Durban, sudeste do país, segundo a organização sul-africana.

Lusa

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